Confiança de serviços no Brasil vai em novembro ao menor nível em 5 meses, mostra FGV

Publicado em 29/11/2021 09:46

SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços brasileiro mostrou menos otimismo tanto sobre a situação atual quanto futura em novembro, e a confiança caiu ao menor nível em cinco meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em dados divulgados nesta segunda-feira.

Em novembro, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) teve perda de 2,3 pontos e foi a 96,8 pontos, menor nível desde junho deste ano (93,8 pontos)

"A disseminação da queda sugere que o ritmo de recuperação perde um pouco de força no final do ano. Apesar do avanço do programa de vacinação, o ambiente macroeconômico frágil é que pode adicionar mais incerteza na continuidade da recuperação na virada para 2022", explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota.

A FGV informou que, em novembro, o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, recuou 1,8 ponto, para 92,8 pontos, permanecendo ainda na região de moderado pessimismo (90-100 pontos).

Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, caiu 2,7 pontos, para 100,9 pontos, menor nível desde junho (99,1 pontos).

Os dados mais recentes do IBGE mostraram que, em setembro, o setor de serviços brasileiro registrou queda inesperada de 0,6% no volume em setembro, após cinco meses de crescimento, pressionado pela maior queda em transportes em quase 20 meses diante principalmente do aumento das passagens aéreas.

(Por Camila Moreira)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Exportações brasileiras aos Estados Unidos caem 12,2% no ano, aponta Amcham
Dólar opera perto da estabilidade ante real após ata do Copom e IPCA de julho
JBS tem prejuízo no 2º tri com impacto de maior oferta de frango e despesas não recorrentes
Esperanças de acordo sobre Estreito de Ormuz se esvaem enquanto Trump exige indenizações do Irã
Dólar fecha em alta no Brasil com Oriente Médio no radar
Ibovespa tem declínio modesto com NY; petrolíferas sobem