Servidores do BC aprovam greve por tempo indeterminado a partir de 1º de abril, diz sindicato

Publicado em 28/03/2022 16:53

BRASÍLIA (Reuters) - Servidores do Banco Central (BC) aprovaram em assembleia nesta segunda-feira o início de uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 1º de abril, informou o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad.

A categoria vem pressionado o governo por reajustes salariais e reestruturação de carreiras e já vinha adotando operação padrão, com paralisações diárias em horários específicos.

Segundo Faiad, a adoção da greve foi apoiada por mais de 90% dos participantes da assembleia realizada na tarde desta segunda, que reuniu 1.200 pessoas. No encontro, também foi discutida uma entrega coletiva de cargos de chefia.

O Banco Central não comentou de imediato a decisão anunciada pelo sindicato.

Desde a última semana, o Banco Central vem adiando a divulgação de indicadores e estatísticas. Nesta segunda, foram postergadas as publicações de estatísticas relativas ao mês de fevereiro do setor externo, crédito e resultado fiscal.

A autoridade monetária não informou as razões da mudança, mas o sindicato atribui os entraves ao movimento dos servidores.

Segundo Faiad, representantes dos servidores se reuniram no sábado com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, mas não houve proposta formal de reajuste ou reestruturação de carreiras.

(Por Bernardo Caram)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ª vez após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump
Fim das tarifas recíprocas nos EUA redesenha o cenário para commodities e comércio
Dólar cai para R$5,1766 após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump
Derrubada de tarifas dos EUA é "muito importante" para o Brasil e nova taxação de 10% não afeta competitividade, diz Alckmin
Ao mencionar escolha do chair do Fed, Trump diz que juros deveriam cair substancialmente
Trump anuncia tarifa global temporária de 10% para substituir taxas derrubadas pela Suprema Corte