Goldman Sachs passa a ver inflação menor no Brasil em 2022, mas sobe projeção para 2023

Publicado em 30/06/2022 14:09

O Goldman Sachs reduziu sua projeção para a inflação ao consumidor brasileiro neste ano, mas elevou a estimativa para 2023, citando o efeito de cortes de tributação.

"Dadas as recentes medidas de redução de impostos sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, estamos reduzindo nossa projeção para a inflação medida pelo IPCA ao final de 2022 para 7,5% (de 9,1%)", afirmou em relatório Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs.

"Mas, como algumas das medidas de desoneração fiscal devem ser revertidas em 2023 e num cenário de piora da conjuntura fiscal, aumentamos as projeções de inflação para o final de 2023 para 5,4%, de 5,0%."

O presidente Jair Bolsonaro sancionou na semana passada um projeto que estabelece teto para as alíquotas de ICMS sobre os setores de combustíveis, gás, energia, comunicações e transporte coletivo. Além dessa iniciativa, o governo já cortou alíquotas de tarifas de importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins sobre diesel e gás de cozinha.

O Goldman Sachs espera que, diante do atual contexto inflacionário, o Banco Central eleve a taxa Selic em 0,50 ponto percentual em sua próxima reunião, a 13,75%, e não descarta extensão do ciclo de aperto monetário para além de agosto.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar sobe com mercado em busca de proteção antes de novas revelações do caso Master
Ibovespa recua na sessão com inflação nos EUA e caso Master no radar
Taxas dos DIs zeram perdas com receio de que fim do sigilo no caso Master atinja Flávio
Presidente do STF determina que Mendonça retire mais sigilos do caso Master
Ações sobem mas fecham semana com queda em meio a temores persistentes de inflação
Wall Street abre em alta após relatório de inflação de agosto