Petróleo cai 5% com expectativa  de reabertura do Estreito de Ormuz

Publicado em 16/06/2026 16:42 e atualizado em 16/06/2026 17:55

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Por Scott DiSavino

NOVA YORK, 16 Jun (Reuters) - Os preços do petróleo caíram cerca de 5% pelo segundo dia consecutivo, atingindo mínima de três meses nesta terça-feira, à medida que surgiram detalhes de um acordo provisório para pôr fim à guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo um acordo para permitir que o Irã venda petróleo.

Os futuros do petróleo Brent caíram US$4,21, ou 5,1%, fechando a US$78,96 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caiu US$4,70, ou 5,8%, fechando a US$76,05.

Esses foram os fechamentos mais baixos para o Brent desde 2 de março e para o WTI desde 4 de março.

A guerra entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro. Em 27 de fevereiro, o Brent fechou a US$72,48 por barril e o WTI, a US$67,02.

“O petróleo está caindo rapidamente com a expectativa de que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve”, afirmou Bob Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho, em uma nota. Antes da guerra, cerca de 20% do abastecimento global de petróleo passava pelo estreito.

Detalhes do acordo provisório para encerrar a guerra começaram a surgir nesta terça-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o acordo impedirá Teerã de possuir armas nucleares, e uma autoridade norte-americana declarando que ele permitirá que o Irã venda petróleo assim que for assinado.

O acordo prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou efetivamente desde que os EUA e Israel atacaram o país pela primeira vez.

Ainda assim, dúvidas pairavam sobre o acordo, com especialistas alertando que o transporte marítimo e as exportações de energia poderiam levar semanas para se recuperar. No Líbano, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou acreditar que o Irã não assinará um acordo nuclear definitivo a menos que Israel se retire do Líbano.

“Por enquanto, está sendo depositada uma grande confiança no sucesso desse plano, com pouca atenção a questões espinhosas como compensação financeira, sanções e, especialmente, um acordo nuclear satisfatório — que foi, em grande parte, a razão por trás da guerra”, afirmaram analistas da empresa de consultoria em energia Ritterbusch and Associates em uma nota.

A notícia do acordo preliminar levou bancos de investimento, incluindo Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citi, a reduzir suas previsões para o preço do petróleo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Stephanie Kelly e Robert Harvey em Londres, Anushree Mukherjee e Pranav Mathur em Bengaluru e Trixie Yap em Cingapura)

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Fonte:
Reuters

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