Setor de manufatura dos EUA desacelera em junho; novas encomendas têm contração, aponta ISM

Publicado em 01/07/2022 11:22

WASHINGTON (Reuters) - A atividade manufatureira dos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em junho, com uma medida de novas encomendas contraindo pela primeira vez em dois anos, mais evidências de que a economia está esfriando em meio a um aperto da política monetária agressiva por parte do Federal Reserve.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) disse nesta sexta-feira que seu índice de atividade industrial nacional caiu para 53,0 no mês passado, a menor leitura desde junho de 2020, quando o setor estava se recuperando dos danos causados pela Covid-19.

Em maio o índice ficou em 56,1. Uma leitura acima de 50 indica expansão na manufatura, que responde por 11,8% da economia dos Estados Unidos. Economistas consultados pela Reuters haviam projetavam queda do índice para 54,9.

Embora parte da moderação na atividade industrial reflita uma mudança nos gastos de bens de volta aos serviços, ela está de acordo com dados recentes que mostram que o aumento das taxas de juros vem afetando a demanda.

Os gastos dos consumidores subiram modestamente em maio, enquanto que o início de construção de moradias, as licenças de construção e a produção industrial diminuíram.

O subíndice de novos encomendas da pesquisa ISM caiu para 49,2, de 55,1 em maio. Apesar do primeiro declínio abaixo do nível 50 desde maio de 2020, as indústria têm muito trabalho para manter as fábricas funcionando.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ANP aprova pagamento de R$740 mi à Petrobras referente à 1ª fase do subsídio ao diesel
Ibovespa recua e fecha abaixo de 170 mil pontos pressionado por Petrobras
Dólar sobe a R$5,0894 após nova pesquisa eleitoral e antes de decisões sobre juros
Petróleo cai 5% com expectativa  de reabertura do Estreito de Ormuz
Ações ampliam alta enquanto investidores aguardam detalhes do acordo entre EUA e Irã
Lula abre vantagem de 12,5 pontos sobre Flávio em eventual segundo turno, diz CNT/MDA