Reuters: Pacheco e Lira apresentam projeto para redistribuir emendas conforme tamanho das bancadas partidárias

Publicado em 13/12/2022 18:31

BRASÍLIA (Reuters) -Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e parlamentares que integram a Mesa Diretora das duas Casas Legislativas, apresentaram nesta terça-feira um projeto de resolução para redistribuir os recursos das emendas de relator conforme o tamanho das bancadas partidárias e outros critérios.

A iniciativa ocorre em meio ao julgamento iniciado na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a legalidade das emendas de relator, o chamado orçamento secreto, diante de questionamentos sobre a sua transparência e falta de critérios sobre a distribuição da verba.

A proposta prevê que até 56,66% das emendas sejam oriundas de indicações cadastradas pelos deputados, obedecendo a proporcionalidade partidária e cabendo ao líder do partido a formalização ao relator-geral do Orçamento do respectivo ano. Até 23,33% serão indicadas pelos senadores usando o mesmo critério e lógica que os deputados.

Outros 7,5% serão indicações das Mesas da Câmara, e o mesmo percentual pela Mesa do Senado, formalizadas pelos presidentes das Casas Legislativas ao relator-geral do Orçamento.

Ainda há até 5% de recursos em emendas que serão indicados conjuntamente pelo relator-geral do Orçamento e o presidente da Comissão Mista do Orçamento.

Conforme o projeto, metade dos recursos têm de ser executada em ações e serviços públicos de saúde ou de assistência social.

Na justificativa, os autores da proposta dizem que seu objetivo é "conferir ainda mais transparência e implementar critério de impessoalidade para formalização da indicação".

Mais cedo, o relator-geral do Orçamento do próximo ano, senador Marcelo Castro (MDB-PI), já havia dito que o Congresso vai votar nos próximos dias um projeto para redistribuir os recursos das emendas de relator conforme o tamanho das bancadas partidárias da Câmara e do Senado.

No Orçamento de 2023, a expectativa é que se pague em emendas de relator 19,4 bilhões de reais, metade de todo o valor previsto para o pagamento de emendas. No próximo ano, caberá ao senador a responsabilidade por fazer a indicação dos repasses do orçamento secreto.

Castro fez uma defesa das emendas de relator, dizendo que não há razões para o Supremo determinar a inconstitucionalidade do expediente. Segundo ele, já teriam sido adotadas medidas para garantir transparência a essa rubrica orçamentária.

"Não há nada de secreto, orçamento é transparente e aprovamos na LDO de 2023 que qualquer recurso que saia da RP-9 terá de obrigatoriamente trazer o nome do deputado e senador utilizante", disse.

"Emendas de relator, as RP-9, são hoje 100% transparentes, não é 99% não; são iguais às emendas individuais", reforçou.

(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Alexandre Caverni e Pedro Fonseca)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Orçamento de Trump propõe corte de 10% em gastos discricionários e aumento nos gastos com defesa
Líderes do Irã se juntam a manifestantes nas ruas de Teerã para projetar controle em tempos de guerra
Jovem Pan: Sob ameaça dos EUA, Irã volta a bombardear Israel
Trump promete mais ataques à infraestrutura iraniana enquanto nações buscam abrir Ormuz
Distribuidoras nacionais ficam de fora de 1ª fase do programa de subvenção ao diesel, mostra ANP
Ibovespa fecha quase estável com suporte de petrolíferas