Haddad diz que terá reunião "conclusiva" sobre fiscal com Rui Costa na 4ª

Publicado em 28/03/2023 14:13

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que irá discutir na quarta-feira com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o novo acarbouço fiscal, em uma reunião que será "conclusiva".

 

 

"Como o ministro Rui teve leves problemas de saúde e permaneceu na Bahia, deixamos para amanhã a reunião sobre o arcabouço fiscal para verificar a possibilidade de ele poder participar", disse Haddad. "Será amanhã, presencialmente ou virtualmente, com o ministro Rui, e é uma reunião que será conclusiva sobre o arcabouço", disse Haddad.

O ministro pontuou que a lei que estabelece o arcabouço tem como prazo para encaminhamento o dia 15 de abril, já que ela tem que estar compatível com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). "Mas isso não nos impede de já dizer qual vai ser a nova regra do novo arcabouço fiscal", afirmou.

Haddad falou na entrada do Ministério da Fazenda após retornar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do crédito consignado, dizendo ainda que uma decisão sobre essa questão será tomada nesta tarde.

Segundo o ministro, o comprometimento da renda em operações com o consignado será discutido com o governo.

Haddad fez também comentários sobre a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, publicada na manhã desta terça-feira.

Conforme Haddad, a ata da reunião do colegiado, que manteve na semana passada a Selic (a taxa básica de juros) em 13,75% ao ano, está em linha com o comunicado.

Ao mesmo tempo, o ministro afirmou que a ata veio com termos mais condizentes com as perspectivas futuras de harmonização entre as políticas fiscal e monetária.

O comunicado da semana passada, na visão de boa parte do mercado financeiro e do próprio governo Lula, adotou um tom duro - ou hawkish, no jargão do mercado - ao tratar da inflação. A leitura é de que o BC deixou pouco espaço para corte de juros no curto prazo, o que vem gerando críticas dentro do governo.

Aos jornalistas nesta terça-feira, Haddad afirmou que o BC também precisa "ajudar" e que a economia é um organismo de dois braços (o fiscal e o monetário).

"Acredito que (a ata do Copom) está em linha com o comunicado. Mas, da mesma forma que aconteceu no Copom anterior, a ata, com mais tempo de preparação, veio com termos, eu diria, mais condizentes com as perspectivas futuras de harmonização da política fiscal com a política monetária, que é o nosso desejo desde sempre", firmou.

(Reportagem de Victor Borges)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar zera perdas da manhã e fecha sessão estável no Brasil
Taxas curtas sobem e curva já precifica chance minoritária de alta da Selic em agosto
Governo deve se reunir em 15 dias para aumentar mistura de etanol na gasolina, diz Silveira
Ações fecham em baixa enquanto investidores avaliam riscos no Oriente Médio
Secretário de Energia dos EUA diz que tráfego por Ormuz está aumentando “de forma bastante significativa”
Durigan diz que “pautas-bomba” em discussão no Congresso podem tornar Brasil ingovernável