Inflação e demanda lenta ainda são principais temores de varejistas em todo o mundo, mostra pesquisa

Publicado em 25/04/2023 10:10 e atualizado em 25/04/2023 11:30

BARCELONA (Reuters) - Apesar dos sinais iniciais de que os aumentos de preços estão desacelerando, os varejistas em todo o mundo ainda estão preocupados com a redução dos gastos do consumidor por conta da inflação, de acordo com uma pesquisa com membros do setor realizada pelo Boston Consulting Group.

 

 

Na Europa, os varejistas estão lutando contra a desaceleração das vendas, já que os consumidores, pressionados pelas altas contas de energia, gastam menos com roupas e compram alimentos mais baratos.

No geral, o aumento do custo dos produtos, a queda nos gastos do consumidor e as cadeias de suprimentos imprevisíveis foram as principais preocupações dos 561 executivos, diretores e gerentes de varejo globais entrevistados pelo BCG para um relatório publicado nesta terça-feira, no início da conferência do Congresso Mundial de Varejo.

É provável que a transferência de custos mais altos para os compradores se torne mais difícil: 72% dos entrevistados disseram esperar que os consumidores sejam mais sensíveis ao preço este ano.

“Isso limita as opções que os varejistas têm para recuperar e combater os altos custos de insumos e cria novas dificuldades que os varejistas devem combater, como mudar o comportamento do consumidor para produtos e segmentos de clientes específicos”, disse o BCG no relatório.

Além de aumentar os preços e renegociar com os fornecedores, os varejistas precisam ser criativos para os compradores retornarem, com muitos investindo em programas de fidelidade, promoções de preços e melhorias na experiência do cliente online, constatou a pesquisa.

Os autores do relatório disseram que os varejistas devem investir em inteligência artificial para aprimorar suas estratégias de preços e marketing usando algoritmos e aprendizado de máquina.

A Ásia foi um ponto positivo em termos de expectativas dos varejistas, com 76% dos entrevistados esperando que a economia da região cresça este ano após a reabertura da China após os longos bloqueios pela Covid-19.

Os varejistas estavam mais otimistas em relação à América do Norte do que à Europa, com 68% prevendo crescimento na primeira e 54% na segunda.

(Por Helen Reid)

Fonte: Reuters

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