Órgão regulador interbancário da China discute riscos no mercado de títulos com investidores

Publicado em 30/12/2024 11:42

XANGAI (Reuters) - O órgão regulador do mercado interbancário da China discutiu os riscos de investir no mercado de títulos durante conversas com investidores, informou a instituição em um comunicado nesta segunda-feira.

A Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro disse que os participantes da reunião notaram um rápido declínio nos rendimentos dos títulos devido a uma grande entrada de fundos no mercado este ano, expondo os investidores aos riscos da taxa de juros.

Alguns participantes disseram que o mercado de títulos de renda fixa tem precificado de forma excessiva as expectativas de uma política monetária frouxa para o próximo ano, de acordo com declarações da associação.

O mercado de títulos da China ganhou força neste ano, com os rendimentos, que têm uma relação inversa com o preço, pairando perto de mínimas históricas, já que os investidores preveem que a economia não conseguirá uma recuperação significativa em 2025.

O órgão regulador interbancário disse que "fortalecerá a regulação autodisciplinar" e informará prontamente as autoridades reguladoras sobre instituições financeiras com governança corporativa inadequada e controle de risco fraco.

Também nesta segunda-feira, o banco central da China anunciou penalidades para três instituições por violarem as regulações do mercado de títulos interbancários.

(Por redações de Pequim e Xangai)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa fecha em queda com Vale e bancos entre as maiores pressões
Dólar tem alta leve ante o real após novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz
Jovem Pan: Petistas defendem Messias na Justiça para apurar ligação de Alcolumbre com o Master
Irã ataca navios e porto dos EAU em demonstração de força após Trump ordenar que Marinha abra o estreito
Bolsonaro recebe alta de hospital após cirurgia e retorna para prisão domiciliar
Turquia diz que mundo deve se preparar para um prolongamento da crise de energia devido à guerra com o Irã