Fávaro diz que governo estuda juros diferenciados para Plano Safra para estimular produção

Publicado em 29/01/2025 15:13

 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira que a pasta estuda implementar taxas de juros diferenciadas para o Plano Safra de 2025, com o objetivo de impulsionar a produção, principalmente de insumos considerados mais importantes.

"Nós vamos fazer, por exemplo, direcionamentos de taxas de juros. Já que nós não temos um orçamento que pode ter taxas de juros muito atrativas para todo o Plano Safra em virtude da Selic tão alta, vamos ver o que é importante, arroz, feijão, hortifrutis, ser mais estimulados", disse em entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda, após reunião com o chefe da pasta, Fernando Haddad.

Questionado se a taxa diferenciada seria uma inovação da pasta dele, Fávaro afirmou que a diferenciação dos juros deve ser feita por meio de alguma medida que já existe no Ministério de Desenvolvimento Agrário para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Contudo, o ministro destacou que a proposta ainda está em análise "incipiente".

Entre outras medidas que o Ministério da Agricultura estuda para o financiamento da agropecuária, Fávaro citou a possibilidade de ampliar a ação das Letras de Crédito do Agronegócio.

Fávaro afirmou que se reunirá novamente com a Fazenda e com representantes do MDA e da Conab na quinta-feira para discutir mais propostas, mas, indagado sobre possíveis reduções nas tarifas de importações para baixar os preços de alimentos, ele destacou que não estão em análises medidas heterodoxas ou qualquer tipo de "pirotecnia".

"Não é uma medida para importar alimentos, para afrontar o pecuário brasileiro de jeito nenhum", disse. "Uma medida pontual, que eventualmente, se tiver necessidade, sem afetar a produção interna e se tiver alguma coisa que lá fora está um pouco mais competitiva, pode ser estudada. Mas é com muita tranquilidade, com muita equilíbrio que estamos estudando, sem pirotecnia."

(Por Victor Borges)

Fonte: Reuters

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