Fed deve retomar cortes de juros em junho com queda na confiança do consumidor

Publicado em 25/02/2025 15:28

 

(Reuters) - É provável que o Federal Reserve retome o corte das taxas de juros em junho e possa reduzir novamente os custos dos empréstimos de curto prazo em setembro, apostaram os traders nesta terça-feira, ao levarem em conta as implicações de uma pesquisa amplamente observada que mostrou que a confiança do consumidor caiu este mês e as expectativas de inflação aumentaram.

A confiança do consumidor dos Estados Unidos se deteriorou no ritmo mais acentuado em três anos e meio em fevereiro, segundo a pesquisa do Conference Board, refletindo a crescente ansiedade dos norte-americanos em relação ao impacto econômico das políticas do presidente Donald Trump. Ao mesmo tempo, as expectativas médias de inflação dos consumidores aumentaram para 6%, a maior desde maio de 2023.

Os contratos futuros de taxas de juros estão agora precificando uma chance de mais de 70% de que o Fed reduza sua taxa de política monetária em 0,25 ponto percentual em sua reunião de junho, para uma faixa de 4,00% a 4,25%, e a corte novamente já em setembro.

As apostas sugerem que os investidores acham que, em junho, as preocupações do banco central norte-americano com a possível fraqueza do mercado de trabalho superarão as preocupações com o ressurgimento da inflação, o que o levará a reagir com uma flexibilização da política monetária.

Os próprios formuladores de política monetária do Fed disseram que estão procurando mais evidências de que a inflação está voltando para sua meta de 2% antes de se sentirem confortáveis para reduzir as taxas. Eles citam a incerteza sobre como as tarifas planejadas por Trump, os cortes de impostos, a repressão à imigração e as reduções contínuas na força de trabalho federal afetarão os preços, o crescimento econômico e o mercado de trabalho.

Espera-se que um relatório na sexta-feira mostre algum pequeno progresso na frente da inflação, com o índice de preços de consumo pessoal ano a ano, que é a meta do Fed, devendo ter caído de 2,6% em dezembro para 2,5% em janeiro. Enquanto isso, o mercado de trabalho permaneceu forte, com o desemprego em 4% em fevereiro, embora pesquisas recentes sugiram que a atividade empresarial está desacelerando.

(Reportagem de Ann Saphir)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa acelera no final do pregão e fecha acima de 190 mil pontos
Wall St fecha em alta, conforme dados mais fracos sobre empregos amenizam expectativas de alta dos juros
Na CNN: Jurista aponta crime de responsabilidade em decisões de Estela e Gilmar
EUA suspendem serviços consulares no Brasil por temor com segurança; PF descarta risco
Dólar fecha com variação modesta, aos R$5,2173, antes do primeiro turno eleitoral
Jovem Pan: Mendonça manda X remover posts que associam Flávio à polêmica envolvendo Nossa Senhora