Líderes de EUA e Japão firmam acordos sobre terras raras e energia nuclear antes da reunião entre Trump e Xi

Publicado em 28/10/2025 07:09 e atualizado em 28/10/2025 07:45

 

Por Trevor Hunnicutt e Katya Golubkova

TÓQUIO (Reuters) - O Japão e os Estados Unidos fecharam acordos e parcerias sobre reatores de energia nuclear de nova geração e terras raras, conforme Tóquio busca um caminho de volta aos mercados de exportação para sua tecnologia nuclear e ambos procuram reduzir o domínio da China sobre componentes eletrônicos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, assinaram um acordo nesta terça-feira para garantir o fornecimento de terras raras.

Eles assinaram os documentos, que incluíam minerais críticos, no Palácio Akasaka em Tóquio, e não fizeram nenhuma menção pública direta à China, que processa mais de 90% das terras raras do mundo, o que a torna a fonte de preocupação de cada país com relação à sua cadeia de oferta. Pequim recentemente ampliou as restrições sobre exportações.

Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, vão se reunir na quinta-feira à margem da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, para discutir um acordo que suspenderia as tarifas mais altas dos EUA e os controles de exportação de terras raras da China.

O Japão e os Estados Unidos usarão ferramentas de política econômica e investimentos coordenados para acelerar o "desenvolvimento de mercados diversificados, líquidos e justos para minerais essenciais e terras raras", disse a Casa Branca em um comunicado.

Eles pretendem fornecer apoio financeiro a projetos selecionados nos próximos seis meses, acrescentou.

Ambos os países avaliarão um acordo de estocagem mutuamente complementar e cooperarão com parceiros internacionais para garantir a segurança da cadeia de oferta, afirmou.

Enquanto a China domina a extração global de terras raras, os Estados Unidos e Mianmar controlam 12% e 8%, respectivamente, segundo o Eurasia Group, com a Malásia e o Vietnã cobrindo o processamento - onde a China também é a principal participante - de outros 4% e 1% cada.

(Reportagem de Katya Golubkova e Trevor Hunnicutt em Tóquio, reportagem adicional de Kanishka Singh e Rishabh Jaiswal)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Orçamento de Trump propõe corte de 10% em gastos discricionários e aumento nos gastos com defesa
Líderes do Irã se juntam a manifestantes nas ruas de Teerã para projetar controle em tempos de guerra
Jovem Pan: Sob ameaça dos EUA, Irã volta a bombardear Israel
Trump promete mais ataques à infraestrutura iraniana enquanto nações buscam abrir Ormuz
Distribuidoras nacionais ficam de fora de 1ª fase do programa de subvenção ao diesel, mostra ANP
Ibovespa fecha quase estável com suporte de petrolíferas