EUA veem Brasil como parceiro "muito promissor" em minerais críticos, diz secretário
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Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 11 Fev (Reuters) - Os Estados Unidos acreditam que o Brasil é um parceiro "muito promissor" na área de minerais críticos e estão explorando "ativamente" oportunidades para apoiar a capacidade produtiva do país, afirmou nesta quarta-feira o secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, Caleb Orr.
Na semana passada, os Estados Unidos reuniram o Brasil e diversos outros países para apresentar um plano de reunir aliados em um bloco comercial para minerais críticos. O Brasil, entretanto, ainda avalia se participará da iniciativa.
"Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, quanto pela sofisticação e diversificação da economia do país", afirmou Orr, em uma coletiva de imprensa online.
O secretário assistente, entretanto, evitou dar detalhes sobre os eventuais termos das negociações, inclusive em relação a preços. Ele afirmou, no entanto, que o processamento dos minerais fruto de eventuais parcerias poderia se dar no Brasil ou nos Estados Unidos.
"Nossa abordagem reconhece que as cadeias de suprimento exigem parcerias sólidas, seja por meio do processamento no Brasil, nos Estados Unidos ou em ambos, e esperamos continuar trabalhando com o Brasil."
Segundo ele, os EUA estudam oportunidades de apoiar o Brasil por meio de financiamento com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, conhecida como DFC.
Ele pontuou que dois projetos no Brasil já receberam apoio financeiro da DFC, das companhias Serra Verde e Aclara.
O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos EUA de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais.
Nesse cenário, o Brasil tem sido alvo do interesse norte-americano e de outros países, diante de seu grande potencial para exploração de minerais críticos, como terras raras, cobre, níquel, nióbio, entre outros.
Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American.
No caso de terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas poucos projetos em desenvolvimento.
Na semana passada, Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA e US$2 bilhões em financiamento privado.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse na semana passada que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração.
(Por Marta Nogueira)
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