Ibovespa recua pressionado por tombo de Eneva; BB Seguridade sobe
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 10 Fev (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta terça-feira, pressionado pelo tombo da Eneva em meio a preocupações com o preço-teto do leilão de capacidade, enquanto BB Seguridade era destaque positivo após resultado trimestral e previsões.
Por volta de 11h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,24%, a 185.79,53 pontos, tendo já registrado 186.746,3 pontos na máxima e 185.083,14 pontos na mínima do dia. Na véspera, o índice renovou recorde de fechamento, a 186.241,15 pontos.
O volume financeiro nesta terça-feira somava R$6,05 bilhões.
Investidores também repercutiam nesta sessão o IPCA no começo do ano, com alta de 0,33% em janeiro e de 4,44% em 12 meses, segundo dados do IBGE, em resultados em linha com as expectativas de economistas.
"O resultado do IPCA não altera nossa avaliação para a inflação nem para a condução da política monetária", afirmou a economista Mariana Rodrigues, da SulAmérica Investimentos, reiterando projeção de IPCA em 4,1% para 2026 e de Selic em 13%.
No exterior, Wall Street registrava variações modestas, com investidores analisando números das vendas no varejo dos Estados Unidos e à espera de uma série de divulgações de dados econômicos na semana. O S&P 500 cedia 0,07%.
DESTAQUES
- ENEVA ON desabava 17,18%, após a Aneel apresentar nesta manhã indicativo de preços-teto para os leilões de reserva de capacidade, que frustraram expectativas no mercado. Segundo analistas do UBS BB, os preços-teto apresentados em reunião de diretoria do regulador equivalem a R$182 por megawatt-hora (MWh) para novos empreendimentos termelétricos e a R$128/MWh para usinas existentes, muito abaixo da estimativa do banco de R$275/MWh.
- BB SEGURIDADE ON tinha alta de 3,75%, após o braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, reportar balanço com lucro líquido recorrente de R$2,29 bilhões, com crescimento de 2,1% no resultado operacional das empresas do grupo e de 61,3% no resultado financeiro. No guidance para 2026, a BB Seguridade prevê variação de resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) entre -7% e -3%. O grupo também comunicou a distribuição de R$4,95 bilhões em dividendos.
- VALE ON recuava 0,89%, em mais uma sessão de ajustes após forte valorização dos papéis da mineradora desde começo do ano. Investidores aguardam o balanço da companhia, previsto para a quinta-feira, após o fechament. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão diurno estável.
- PETROBRAS PN perdia 0,91%, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent subia 0,32%. A companhia reporta após o fechamento dados operacionais do quarto trimestre do ano passado.
- BANCO DO BRASIL ON subia 1,45%, em mais uma sessão positiva para bancos, com agentes também na expectativa do balanço do quarto trimestre da instituição, na quarta-feira. No setor, BRADESCO PN avançava 0,91%, tendo ainda como de fundo relatório do UBS BB, com analistas reiterando recomendação de compra para as ações e elevando o preço-alvo dos papéis de R$25 para R$27. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,77%, SANTANDER BRASIL UNIT tinha elevação de 0,67% e BTG PACTUAL UNIT valorizava-se 0,83%.
- MOTIVA ON recuava 1,05%, mesmo após lucro líquido ajustado de R$606 milhões no quarto trimestre, alta de 68,3% sobre o desempenho de um ano antes. Executivos da companhia afirmaram em teleconferência sobre os resultados que a Motiva passou a dar mais foco ao processo de venda de participação em suas operações com concessões de metrô e ferroviárias depois da venda da plataforma de aeroportos que espera ver concluída neste ano.
- RUMO ON tinha elevação de 2,39%, após divulgar que transportou 5,6 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) em janeiro, o que analistas do BTG Pactual classificaram como "um forte começo para o ano". Um ano antes, a companhia havia transportado 3,6 bilhões de TKU.
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