Argentina para: Greve Geral trava o Porto de Rosário e acende o alerta no agronegócio
Por Pedro Gomes , da Royal Rural
A Argentina amanheceu de braços cruzados. A greve geral iniciada ontem, quarta-feira (18), e com previsão de durar até amanhã (20) O movimento, liderado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), não é apenas um protesto de rua; é um bloqueio logístico que paralisou p transporte aéreo internacional e também os portos.
Reflexo direto nas exportações.
O coração do problema está na região de Rosário, um dos maiores polos agroexportadores do planeta. A paralisação dos trabalhadores marítimos travou serviços essenciais como a atracação de navios e o transporte prático. O impacto no agro é imediato: Rosário é o escoadouro de grande parte do farelo e do óleo de soja que abastecem o mercado global. Além das exportações, o setor marítimo travado impede a entrada de insumos industriais e matérias-primas. Para o produtor brasileiro, o nexo é claro: a Argentina é nossa principal concorrente no farelo de soja.
No campo político, o ruído da reforma trabalhista é o combustível da crise.
O que está levando os argentinos ao limite é um pacote de reformas que tenta mudar as regras no mercado de trabalho. O mercado vê com bons olhos a tentativa de fazer a reforma , mas a força sindical reagiu pesado aos seguintes pontos:
• Experiência estendida: O período de teste pode chegar a 12 meses.
• Jornada flexível: Possibilidade de turnos de até 12 horas.
• Corte de custos na demissão: Redução e parcelamento de indenizações.
• Direito de greve podado: Exigência de funcionamento de até 75% em setores essenciais.
• Plataformas digitais: Motoristas e entregadores de apps passariam a ser formalmente autônomos.
Caos logístico, portos travados e uma reforma que divide o país. Enquanto Rosário não voltar a operar, o mercado de grãos da América Latina seguirá em compasso de espera e com os preços sob pressão.