Argentina para: Greve Geral trava o Porto de Rosário e acende o alerta no agronegócio

Publicado em 19/02/2026 12:15

Por Pedro Gomes , da Royal Rural

A Argentina amanheceu de braços cruzados. A greve geral iniciada ontem, quarta-feira (18), e com previsão de durar até amanhã (20) O movimento, liderado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), não é apenas um protesto de rua; é um bloqueio logístico que paralisou p transporte aéreo internacional e também os portos.

Reflexo direto nas exportações.

O coração do problema está na região de Rosário, um dos maiores polos agroexportadores do planeta. A paralisação dos trabalhadores marítimos travou serviços essenciais como a atracação de navios e o transporte prático. O impacto no agro é imediato: Rosário é o escoadouro de grande parte do farelo e do óleo de soja que abastecem o mercado global. Além das exportações, o setor marítimo travado impede a entrada de insumos industriais e matérias-primas. Para o produtor brasileiro, o nexo é claro: a Argentina é nossa principal concorrente no farelo de soja.

No campo político, o ruído da reforma trabalhista é o combustível da crise.

O que está levando os argentinos ao limite é um pacote de reformas que tenta mudar as regras no mercado de trabalho. O mercado vê com bons olhos a tentativa de fazer a reforma , mas a força sindical reagiu pesado aos seguintes pontos:

•    Experiência estendida: O período de teste pode chegar a 12 meses.
•    Jornada flexível: Possibilidade de turnos de até 12 horas.
•    Corte de custos na demissão: Redução e parcelamento de indenizações.
•    Direito de greve podado: Exigência de funcionamento de até 75% em setores essenciais.
•    Plataformas digitais: Motoristas e entregadores de apps passariam a ser formalmente autônomos.

Caos logístico, portos travados e uma reforma que divide o país. Enquanto Rosário não voltar a operar, o mercado de grãos da América Latina seguirá em compasso de espera e com os preços sob pressão.

Fonte: Royal Rural

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