Atividade industrial da China expande em março mas pressões sobre os preços se intensificam, mostra PMI privado

Publicado em 01/04/2026 06:49 e atualizado em 01/04/2026 07:56

PEQUIM, 1 Abr (Reuters) - O setor industrial da China expandiu em março pelo quarto mês consecutivo uma vez que a produção e o volume de novos pedidos continuaram a crescer, mas as pressões crescentes sobre os preços intensificaram-se acentuadamente, segundo uma pesquisa do setor privado divulgada nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de Indústria da RatingDog China, compilado pela S&P Global, caiu para 50,8 em março, de 52,1 em fevereiro, abaixo da previsão de analistas de 1,6. A marca de 50 separa crescimento de contração.

Uma pesquisa oficial mostrou na terça-feira que a atividade industrial cresceu no ritmo mais rápido em um ano em março, sustentada pela melhora na demanda.

Os novos pedidos aumentaram pelo décimo mês consecutivo em março, mostrou a pesquisa da RatingDog. Os novos negócios de exportação também aumentaram, mas o ritmo diminuiu em relação a fevereiro.

A produção aumentou pelo quarto mês consecutivo. No primeiro trimestre de 2026 como um todo, o crescimento da produção foi o mais rápido desde o quarto trimestre de 2024.

"Notavelmente, as pressões de custo se intensificaram significativamente", disse Yao Yu, fundador da RatingDog.

As pressões inflacionárias aumentaram acentuadamente em meio à guerra no Oriente Médio. Os custos de insumos subiram à taxa mais rápida desde março de 2022, enquanto os preços de produtos aumentaram pelo ritmo mais rápido em quatro anos, à medida que os fabricantes repassaram os custos mais elevados.

Um assessor do banco central chinês disse na terça-feira que a inflação importada decorrente do conflito no Oriente Médio pressionará a economia da China, exigindo que as autoridades façam malabarismos com o aumento da inflação e a desaceleração do crescimento.

A pesquisa da S&P mostrou que os fabricantes permaneceram otimistas em relação à produção ao longo do próximo ano, em meio às expectativas de uma demanda mais forte, investimentos em capacidade produtiva e políticas governamentais de apoio. Porém, a confiança diminuiu em relação ao pico recente de fevereiro, já que as empresas enfrentaram custos mais altos e prazos de entrega mais longos.

(Reportagem de Ellen Zhang e Ryan Woo)

(((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS CMO)

Fonte: Reuters

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