Taxas dos DIs caem em sintonia com Treasuries e petróleo

Publicado em 24/07/2026 10:28 e atualizado em 24/07/2026 11:05

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 24 Jul (Reuters) - Após o avanço firme da véspera, as taxas dos DIs abriram a sexta-feira com baixas, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em uma sessão até o momento de ajuste negativo também do petróleo.

Às 10h14, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,265%, em queda de 12 pontos-base ante o ajuste de 14,383% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,815%, com baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 14,841%.

Tanto os rendimentos dos Treasuries quanto o petróleo exibem baixas nesta manhã, após os avanços firmes da véspera, com investidores atentos ao noticiário sobre o conflito no Oriente Médio e as novas tarifas dos EUA.

Além de fechar o Estreito de Ormuz, o Irã transportou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, conselheiros militares e equipamentos para o Iêmen neste mês, informou a Reuters, buscando fortalecer a capacidade de seus aliados houthis de ameaçar a navegação no Mar Vermelho.

No campo comercial, o governo norte-americano decidiu impor a partir desta sexta-feira tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por alegações de fiscalização frouxa das proibições do trabalho forçado.

No caso do Brasil, o percentual será de 12,5%, juntando-se a outra tarifa aplicada pelos EUA, de 25%, que passou a incidir sobre um conjunto de produtos brasileiros em 22 de julho em função de práticas comerciais supostamente desleais do país.

Neste cenário, às 10h14 o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 2 pontos-base, a 4,679%. Já o petróleo Brent cedia 3,12%, a US$97,55 o barril.

A escalada recente dos preços do petróleo e seus efeitos sobre a inflação seguem como uma das principais preocupações para os bancos centrais ao redor do mundo.

Na próxima semana o Federal Reserve decidirá sobre sua taxa de juros, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e na semana seguinte será a vez do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciar a nova Selic, atualmente em 14,25%.

Na última quarta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 77,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 23,5% de probabilidade de manutenção.

No fim da manhã desta sexta-feira, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, falará no evento Expert XP 2026, em São Paulo.

Fonte: Reuters

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