Dólar fecha o dia estável no Brasil e acumula queda de 0,58% na semana

Publicado em 24/07/2026 17:18

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 24 Jul (Reuters) - O dólar fechou a sexta-feira perto da estabilidade ante o real, em uma sessão em que as novas tarifas comerciais dos EUA e o conflito no Oriente Médio estiveram no centro das atenções.

O dólar à vista encerrou o dia com variação negativa de 0,06%, aos R$5,0814. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,58% e, no ano, baixa de 7,43%.

Às 17h04, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,01% na B3, aos R$5,0905.

O governo norte-americano decidiu impor a partir desta sexta-feira tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por alegações de fiscalização frouxa do trabalho forçado.

No caso do Brasil, o percentual será de 12,5%, juntando-se a outra tarifa aplicada pelos EUA, de 25%, que passou a incidir sobre um conjunto de produtos brasileiros em 22 de julho em função de práticas comerciais supostamente desleais do país.

Os investidores também seguiam atentos ao Oriente Médio, onde o tráfego de petroleiros permanece prejudicado.

Além de fechar o Estreito de Ormuz, o Irã transportou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, conselheiros militares e equipamentos para o Iêmen neste mês, informou a Reuters, buscando fortalecer a capacidade de seus aliados houthis de ameaçar a navegação no Mar Vermelho.

Já os EUA atacaram com mísseis o Irã de norte a sul, depois que o presidente Donald Trump prometeu uma “punição militar severa” a Teerã e aos houthis.

Na área diplomática, a Reuters informou que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações paralisadas entre EUA e Irã sobre o fim da guerra, na sequência de uma iniciativa lançada pela China. A notícia favoreceu a queda do petróleo, com investidores realizando os lucros recentes.

O petróleo Brent, que na véspera superou os US$100 o barril com o acirramento do conflito, passou por ajustes de baixa nesta sexta-feira, voltando a ser negociado na faixa dos US$96.

Neste cenário nebuloso, com as tarifas e o Oriente Médio no radar, o dólar sustentou baixas leves ante o peso mexicano e o peso chileno, entre outras divisas de emergentes.

No Brasil, após atingir a cotação máxima intradia de R$5,0907 (+0,13%) às 9h05, logo depois da abertura, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0496 (-0,68%) às 12h15. No fim da tarde, já havia se reaproximado da estabilidade.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,02%, a 101,470.

(Edição de Isabel Versiani)

Fonte: Reuters

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