Jovem Pan: PGR pede fim de investigação e diz que Mendonça extrapolou ao mandar PF apurar Moraes

Publicado em 02/09/2026 07:37

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (1º) que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerre a petição que levou a Polícia Federal a aprofundar a investigação sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na manifestação enviada ao STF, Gonet afirma que Mendonça extrapolou suas atribuições ao determinar que a PF identificasse integrantes de uma suposta “rede de influência e monitoramento” ligada a Vorcaro. Segundo o procurador-geral, a ordem acabou levando diretamente à investigação de Moraes, que ocupou quase 190 das 218 páginas do relatório produzido pela polícia.

Para a PGR, há dois problemas. O primeiro é que um ministro do Supremo só pode ser investigado, nessas circunstâncias, sob competência do plenário da própria Corte. O segundo é que um juiz não pode tomar a iniciativa de determinar uma investigação criminal na fase pré-processual sem provocação do Ministério Público ou da autoridade policial.

Gonet foi enfático ao tratar da atuação do relator:

“Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais. Não lhe é dado valer-se da polícia judiciária como sua longa manus para atividades que não lhe foram assinaladas. Paradigmáticas decisões do Supremo Tribunal Federal não deixam dúvida de que a assunção pelo juiz de funções alheias às suas é causa de nulidade, que afeta os resultados da ação malsinada.”

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Vorcaro perguntou se Moraes conseguia frear investigações sobre o Master
 

Trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes indicam que o dono do Banco Master pediu diversas vezes ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele interviesse com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ou diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se poderia travar as investigações sobre a instituição financeira. As mensagens teriam sido obtidas no celular do banqueiro pelo relatório da PF.

Segundo a publicação, o primeiro pedido se deu no dia 30 de outubro de 2025. O banqueiro teria dito ao ministro que era “importante reforçar” com Andrei e Gonete que “ninguém de baixo” fizesse “uma sacanagem” com o Banco Master.

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Fonte: Jovem Pan

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