Wall Street recua com petróleo em máxima de mais de seis semanas por tensões no Golfo
Por Niket Nishant e Tharuniyaa Lakshmi
8 Set (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos registravam queda nesta terça-feira depois que novas hostilidades no Oriente Médio impulsionaram os preços do petróleo para o nível mais alto desde o final de julho, enquanto os mercados aguardam dados sobre a inflação nesta semana.
As quedas ocorrem após um período de grande volatilidade, em que os investidores se apressaram a reajustar as expectativas de aumento da taxa de juros após comentários do diretor do Federal Reserve Christopher Waller e um relatório de empregos melhor do que o esperado.
A semana encurtada pelo feriado do Dia do Trabalho será marcada pelas divulgações dos relatório do índice de preços ao consumidor na sexta-feira e de preços ao produtor na quinta.
Alguns investidores afirmaram que os dados de inflação terão maior peso na trajetória dos juros dada a ênfase do chair Kevin Warsh em reduzir os preços.
“Ainda parece haver um certo fator imprevisível no mercado. Warsh não é tão fácil de interpretar quanto seu antecessor, Jerome Powell”, disse Michael Matousek, operador-chefe da U.S. Global Investors. Com o petróleo potencialmente subindo ainda mais, a volatilidade do mercado pode persistir, acrescentou ele.
Os operadores agora estimam uma chance de 58,4% de alta na taxa de juros neste mês, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.
O Índice Dow Jones Industrial Average caía 0,85%, para 52.962,32 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,38%, a 7.689,45 pontos, e o Nasdaq Composite tinha queda de 0,42%, para 26.395,81 pontos.
Já em seu sétimo mês, a guerra entre os EUA e o Irã continua sendo um fator de pressão sobre o mercado de ações. As tensões voltaram a se intensificar na região, aumentando o risco de um conflito mais amplo.
Os futuros do petróleo Brent se aproximaram dos US$100 por barril e atingiram o maior nível desde o final de julho depois que os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos EUA, nesta terça-feira.
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz diminuiu, com o Irã ameaçando na segunda-feira retaliar contra quaisquer novos ataques dos EUA.