Em Chicago, soja inicia semana em queda nesta segunda-feira

Publicado em 17/06/2013 07:47 e atualizado em 17/06/2013 10:08

Nesta segunda-feira (17), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão eletrônico em baixa. As principais posições da commodity exibiram perdas entre 9,25 e 12,25 pontos. O vencimento julho/13 era negociado a US$ 15,04, recuando 12 pontos. As cotações do milho e do trigo também fecharam a sessão do lado negativo da tabela.

Segundo analistas, o mercado aguarda novas informações que possam voltar a estimular novas altas para o mercado. Além disso, boas condições climáticas nos EUA na última semana pesam sobre o mercado, já que também permitiram que os produtores norte-americanos avançassem com o plantio da nova safra. 

Veja como  fechou o mercado na última sexta-feira (14):

Soja no misto em Chicago; preços recuam no mercado interno

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta sexta-feira em campo misto. O dia foi de intensa volatilidade no mercado internacional e, mais cedo, os preços chegaram a operar com boas altas no pregão regular. 

Durante essa semana, no entanto, a soja chegou a registrar os melhores patamares em sete meses. Porém, o mercado engrenou em um movimento de realização de lucros depois da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que não trouxe novidades nem para a safra velha ou para a safra nova. 

"Depois desse relatório do USDA de quarta-feira (12), nós não tivemos nenhuma alteração significativa em termos de safra nova, a única alteração que o USDA fez foi em relação à safra velha, fazendo até alguns ajustes até esperados pelo mercado, mas de uma magnitude até um pouco maior do que o esperado", disse Stefan Tomkiw, analista de mercado da Jefferies, de Nova York.

Apesar disso, os fundamentos para o curto prazo continuam os mesmos e ainda dando sustentação aos vencimentos mais curtos na CBOT. Há pouca soja disponível nos Estados Unidos e uma grande disputa entre o mercado interno, principalmente por parte das esmagadoras locais, e pelos importadores. 

"Temos um mercado físico muito apertado nos EUA, a disputa por originação entre os processadores vem muito forte e temos até algumas indicações de que o mercado físico está trabalhando acima dos US$ 16 por bushel no vencimento julho", complementou.  
Já no longo prazo, as indefinições nas previsões climáticas para os próximos dias nos Estados Unidos não permitiram que o mercado encontrasse e adotasse uma tendência bem definida para as cotações. Segundo Tomkiw, essa última semana não foi de clima muito favorável, porém, permitiram um ligeiro avanço do plantio por parte dos produtores. 

O analista explica que a extrema volatilidade que permeia os negócios no mercado internacional se deve à atuação de das duas frentes que ainda atuam nos negócios, com sustentação para o curto prazo e incerteza mais adiante, principalmente na espera pelo desenvolvimento da safra norte -americana. 

Mercado Interno - Com essa realização de lucros no mercado internacional, no mercado interno brasileiros os preços da soja também não realizaram uma valorização muito expressiva, mantendo-se estáveis ou, em algumas praças, registrando baixas. 
Os negócios com a soja brasileira seguem travados, já que os produtores brasileiros estão menos ofensivos com suas vendas à espera de preços melhores. 

Em Passo Fundo/RS, a saca se manteve em R$ 67,50, porém, no Paraná, em Cascavel, o valor caiu de R$ 64,00 para R$ 62,00/saca, e em Rondonópolis, no MT, o valor caiu de R$ 59,50 para R$ 56,50. Rio Verde/Go e Dourados/Ms também registraram baixas. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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