Soja mantém ligeiras perdas nesta 6ª feira em Chicago focada na safra americana

Publicado em 25/08/2017 09:15

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) mantêm o tom negativo no pregão desta sexta-feira (25). Contudo, os preços trabalham próximos da estabilidade, com quedas de 1,25 pontos, registradas por volta das 12h19 (horário de Brasília). O novembro/17 era cotado a US$ 9,45 por bushel, enquanto o janeiro/18 operava a US$ 9,54 por bushel.

Segundo informações da Granoeste Corretora de Cereais, os participantes do mercado ajustam as suas posições antes do final de semana e após as recentes valorizações registradas nos preços da oleaginosa. "A movimentação é essencialmente técnica", destaca.

Além disso, os investidores ainda aguardam os números finais do Crop Tour realizado pelo Farm Journal Midwest. Ao longo da semana, foram reportadas informações sobre os estados de Ohio, Dakota do Sul, Indiana, Nebraska, Illinois e Iowa. E a contagem de vagens da soja está abaixo do registrado no ano anterior e também da média dos últimos três anos em grande parte das regiões.

Ainda nesta quinta-feira, os dados de Minnesota também indicaram uma redução na contagem de vagens. Para essa temporada, a projeção oficial é que sejam colhidas mais de 119 milhões de toneladas de soja, conforme estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Por outro lado, a demanda permanece dando suporte as preços da oleaginosa. As vendas semanais da safra 2017/18 ficaram em mais de 2 milhões de toneladas e o USDA ainda reportou a venda de 132 mil toneladas de soja para a China.

O departamento reportou nova venda de 132 mil toneladas de soja para a China nesta sexta-feira. O volume deverá ser entregue na campanha 2017/18. No boletim, o departamento ainda informou a venda de 105,5 mil toneladas de farelo de soja para a Tailândia. A quantidade negociada deverá ser entregue na campanha 2017/18.

Paralelamente, a questão da taxação para as vendas de biocombustíveis também é tida como positiva ao mercado, uma vez que pode aumentar o consumo doméstico do grão nos EUA.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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