Seca continua afetando produtores argentinos, que já falam em rendimentos menores

Publicado em 29/01/2018 08:26

Na Argentina, o milho de segunda etapa plantado no início de dezembro está sofrendo um severo estresse hídrico. Alguns produtores estão pedindo condições para os contratistas para destruírem os cultivos se não chover nos próximos dez dias.

A soja de primeira etapa, por sua vez, entra no estágio R4, que requer bastante umidade. Se não chover nessa fase, o rendimento se verá afetado. "Há muitos cultivos sofrendo, sem crescimento, com folhas caídas, sobretudo nas áreas mais altas", observa um técnico de Rufino, em Santa Fe.

Por sua vez, a seca que castiga amplas zonas das províncias de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fe e La Pampa é o único tema de conversa entre os produtores, que já aguardam rendimentos entre 7000kg e 8000kg para o milho, o que é baixo para o cereal no país. Algumas áreas já falam de "colheita média".

Os cultivos de segunda etapa sofrem menos do que os de primeira porque possuem menos requerimentos hídricos até o momento, mas estes receberam apenas 100mm durante o seu desenvolvimento, com o perfil seco. A incerteza sobre o rendimento final do milho freia as vendas antecipadas de grandes volumes. Além disso, em anos de rendimento baixos, deve-se considerar que a produção fica ainda mais cara, como recorda o técnico.

O problema também começa a afetar a pecuária argentina, já que a seca vem afetando as pastagens.

Tradução: Izadora Pimenta

 

Fonte: La Nación

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