Soja amplia perdas nesta 5ª em Chicago com foco na China e na perspectiva de boa safra nos EUA

Publicado em 14/06/2018 13:02

Ao longo do pregão desta quinta-feira (14), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas. Perto das 12h42 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam quedas entre 7,25 e 8,25 pontos. O vencimento julho/18 era cotado a US$ 9,28 por bushel, enquanto o agosto/18 era cotado a US$ 9,34 por bushel. O novembro/18 trabalhava a US$ 9,50 por bushel.

"Fundos de investimentos vendem posições compradas em todas as três commodities", destacou a Reuters internacional. No mesmo horário, os futuros do trigo e do milho recuavam mais de 1% em Chicago.

No caso da soja, o foco dos traders permanece nas tensões comerciais entre China e Estados Unidos. "Os preços permanecem pressionados diante da renovação dos temores e que a China possa atingir a soja norte-americana com tarifas de retaliação se Washington continuar com ameaças de multas em produtos chineses", informou a Reuters internacional.

De acordo com informações das agências internacionais, o presidente americano, Donald Trump, deve reportar na sexta-feira (15) ou no início da próxima semana uma lista de 50 bilhões de dólares em produtos chineses que estarão sujeitos a uma tarifa de 25%. A perspectiva é que o cenário afete as exportações norte-americanas.

Do mesmo modo, a safra americana também permanece em foco. 74% das plantações da oleaginosa apresentavam boas ou excelentes condições até o último domingo, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A última previsão climática aumentou as expectativas para a safra de milho e soja dos EUA, já que a safra se aproxima dos principais estágios de desenvolvimento.

"Temos chuva bem à frente desse grande aquecimento", disse Don Roose, presidente da US Commodities. “Se você está saindo do plantio e a safra está alta e as classificações estão altas, o comprador deve tomar cuidado. Os fundos foram comprados por muito tempo e estão liquidando ”, completa o presidente.

Fonte: Notícias Agrícolas

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