Soja sobe mais de 1,5% em Chicago e supera máximas em mais de dois anos com clima nos EUA

Publicado em 31/08/2020 07:48 e atualizado em 31/08/2020 10:51

A semana começa com a soja subindo mais de 1,5% na Bolsa de Chicago e registrando suas máximas em mais dois anos diante das preocupações com o clima seco nos Estados Unidos. Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 10,50 e 14 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 9,64 e o julho/2021, US$ 9,70 por bushel. 

O mercado encontra na falta de chuvas nos EUA espaço para as boas altas e espera, inclusive, que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduza novamente o índice de lavouras de soja e milho dos país mais uma vez. 

O final de semana ainda foi de tempo seco e as previsões, segundo especialistas internacionais, continuam a preocupar os produtores norte-americanos. 

Leia Mais:

+ USDA deve reduzir qualidade das lavouras após fim de semana de tempo adverso nos EUA

Além das preocupações com o clima, os futuros da soja também são estimulados pela força da demanda da China nos EUA que, diante da falta de produto no Brasil e do crescimento de consumo do país norte-americano. Novas compras podem ser feitas nesta semana e os movimentos são monitorados pelos traders. 

O avanço da soja acontece pelo sexto dia consecutivo e chega depois de uma semana com altas acumuladas superiores a 5%. 

"O sentimento dos fundos de commodities está mais otimista em geral, com aumento na exposição ao risco. Especificamente para a soja e grãos, suporte do clima nos EUA. Depois da tempestade Derecho afetando a produtividade no estado de Iowa, agora são previsões de clima seco e quente ameaçando a produvidade no centro-oeste americano", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar. 

A segunda-feira é positiva ainda para as demais commodities, com altas de quase 2% entre os futuros do milho e do trigo em Chicago, altas superiores a 3% para o café na Bolsa de Nova York, bem como para o petróleo, com o WTI registrando altas de mais de 1% e o barril sendo cotado a US$ 43,49. 

Veja como fechou o mercado na última semana:

+ Soja: Safra 2020/21 se aproxima do plantio com quase 60% já comercializada; preços são fortes

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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