Soja fecha acima dos US$ 12 em Chicago após realizar lucros, mas clima nos EUA e demanda da China seguem no radar
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O mercado da soja fechou o dua com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (18). Os futuros da oleaginosa realizaram lucros e optaram pelos ajustes técnicos após a forte alta da sessão anterior, concluindo os negócios com pequenos ganhos de 0,50 a 2,50 pontos nos principais contratos. Ainda assim, os preços terminaram o dia acima dos US$ 12,00 por bushel.
O novembro foi a US$ 12,16, o janeiro a US$ 12,31 e o março a US$ 12,38 por bushel, este último tendo superado os US$ 12,40 ao longo do pregão, quando o mercado chegou a registrar altas de mais de 8 pontos nos principais contratos.
"No curto prazo, devido à percepção de oferta suficiente, os preços da soja podem apresentar uma leve oscilação lateral. Os traders estarão monitorando as próximas visitas dos tours de safra no Meio-Oeste dos EUA para obter informações adicionais sobre o potencial de produtividade e também estão acompanhando as compras de soja americana pela China", afirmou Naomi Blohm, consultora de mercado senior da Total Farm Marketing ao portal Farm Progress.
O mercado foi ainda pressionado pelo forte recuo do óleo, que fechou com mais de 1,7% de queda na CBOT, e do farelo, que também cedeu, mas de maneira menos agressiva.
Embora tenha perdido um pouco de força nos negócios desta terça, os traders em Chicago permanecem muito atentos ao clima no Meio-Oeste americano - por conta do excesso de chuvas - e também ao comportamento da demanda chinesa nos Estados Unidos.
As previsões apontam para mais chuvas em partes do Corn Belt nos próximos dias, depois de volumes já acima do normal sendo registrados nos últimos dias. Ao mesmo tempo, porém, atenção aos mapas dos próximos 8 a 14 dias trazidos pelo NOAA, que mostram chuvas dentro da normalidade e temperaturas acima.
Os registros desta terça-feira do Pro Farmer Crop Tour, todavia, trouxeram alertas sobre as condições dos campos no Nebraska e em Indiana. Em ambos os estados há situações de inundações, solos encharcados, produtividades menores do que há um ano e irregularidade nas lavouras de soja e de milho. E os dados também estão sendo observados pelo mercado.
Além disso, os números fechados do dia de ontem apontam para rendimentos menores de soja e milho em Ohio e na Dakota do Sul.
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Outro ponto de atenção se deu sobre a demanda. A China comprou mais 136 mil toneladas de soja dos EUA, todo o volume sendo da safra 2026/27, mas fazendo o mercado se questionar se a nação asiática conseguirá alcançar as compras de 25 milhões de toneladas acordadas para este 2026. Até aqui as aquisições chinesas já chegam a seis milhões de toneladas.
"Apesar dessa pressão, a oleaginosa encontrou suporte nas novas vendas reportadas pelo USDA para a China, além de relatos de que compradores chineses teriam adquirido entre 2 e 4 carregamentos de soja norte-americana nesta manhã, reforçando as expectativas de demanda pelo produto dos EUA", traz o boletim informativo do Grupo Labhoro.
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