Soja: Mercado caminha de lado à espera de novas notícias e sem desviar foco do clima na AMS

Publicado em 20/12/2023 07:41

O mercado da soja trabalha em campo misto na manhã desta quarta-feira (20) na Bolsa de Chicago, ainda à espera de novas notícias. Perto de 7h30 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos subiam de 0,50 a 3,75 pontos - com o janeiro valendo US$ 13,16 - e os demais perdiam de 0,50 a 1 pontos, com o maio sendo cotado a US$ 13,32 por bushel. 

O clima na América do Sul é principal ponto de atenção do mercado, já que será determinante na definição do tamanho da safra 2023/24. Há ainda muitas incertezas sobre o desenvolvimento das lavouras e quanto o Brasil, principalmente, deixará de trazer ao mercado. No entanto, precisa de novas informações para definir melhor sua direção. 

As previsões indicam condições melhores para os próximos dias em áreas importantes de produção, porém, elas precisam se confirmar para começar a provocar alguma recuperação nos campos. Até lá, o mercado sabe que muito ainda pode acontecer e mais potencial produtivo ainda a soja brasileira pode perder. 

Para o analista de mercado e diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, uma produção no Brasil de menos de 150 milhões de toneladas significa preços acima dos US$ 14,00 na Bolsa de Chicago. 

Atenções também sobre a demanda - que segue muito presente no mercado norte-americano - e no comportamento dos fundos investidores nesta reta final do ano. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja amplia perdas em Chicago nesta segunda-feira e novembro recua quase 2% com pressão do câmbio brasileiro
AgRural: Menos chuva de um lado e mais de outro levam plantio de soja a 40% no país
Soja abre segunda-feira com perdas superiores a 1% em Chicago e novembro volta abaixo de US$ 12,50
Soja/Cepea: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027
Adido do USDA prevê queda de 35% nos estoques de soja do Brasil em 2026/27
Plantio da soja chega a 75,81% da área em Mato Grosso, afirma Imea