Soja volta a subir em Chicago nesta 6ª, com petróleo em alta e ajustes de posições; portos do BR estáveis
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Os contratos futuros da soja operam em terreno positivo na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (22), após perdas consecutivas dos últimos dias. O movimento técnico de recuperação reverte parte das perdas acumuladas ao longo da semana e reflete o reposicionamento de traders e fundos antes do fim de semana prolongado nos Estados Unidos em função do Memorial Day, comemorado no país na segunda-feira (25), deixando a bolsa fechada.
Por volta das 7h15 (horário de Brasília), as altas variavam de 5 a 5,25 pontos, levando o julho a US$ 11,99 e o agosto a US$ 11,98 por bushel. O grão acompanha o movimento de alta do óleo, do trigo e do milho, enquanto o farelo caminha de lado na manhã de hoje.
A dinâmica dos preços ainda reflete um cabo de guerra entre fundamentos, fatores técnicos e o comportamento do complexo soja.
Embora o avanço do plantio da safra americana 2026/27 siga em ritmo forte e sob condições predominantemente favoráveis — fator que vinha limitando altas expressivas —, o mercado monitora de perto qualquer mudança para os próximos no Corn Belt.
E embora haja ainda esperança sobre o acordo entre Irã e Estados Unidos, os preços do petróleo sobem mais de 2% na manhã desta sexta-feira, temendo que as relações possam voltar a sentir uma escalada na tensões, além do estreito de Ormuz permanecer fechado e de estar sendo estudada a possibilidade de um pedágio na rota.
Logística e Demanda: No cenário global, os investidores continuam digerindo os dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontam para um esmagamento doméstico aquecido e uma forte demanda por biocombustíveis na temporada 2026/27, compensando parcialmente os gargalos logísticos e o avanço da colheita na América do Sul.
No mercado doméstico, a reação em Chicago traz um fôlego monitorado pelos produtores brasileiros. Nas primeiras horas da manhã, as indicações nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) sustentavam estabilidade em torno de R$ 130,00 a R$ 131,00 por saca no disponível, mas à espera da abertura do mercado cambial. Ontem, o dólar fechou o dia com uma leve baixa de 0,06% e valendo R$ 5,00.
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