Óleo despenca mais de 2% em Chicago, farelo acompanha e ambos pressionam soja antes do USDA

Publicado em 08/03/2024 13:08

Os futuros da soja voltaram a recuar a passaram a registrar baixas fortes na Bolsa de Chicago antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta sexta-feira (8). Perto de 12h50 (horário de Brasília), as perdas variavam de 7 a 10 pontos nos principais vencimentos, com o maio sendo cotado a US$ 11,56 e o agosto a US$ 11,62 por bushel. 

O grão vai na carona do óleo de soja, que perde mais de 2% na tarde desta sexta, levando o primeiro contrato a 45,27 cents de dólar por libra-peso, devolvendo toda a alta da sessão anterior. Além do do óleo, perde força também o farelo, que subiu bem no pregão de ontem, ajudando na pressão sobre a soja. 

Assim, os mercados em Chicago - incluindo milho e trigo - se ajustam antes da chegada dos novos dados do USDA e as expectativas maiores estão, segundo analistas e consultores de mercado, sobre as atualizações em torno das novas safras da América do Sul - milho e soja de Brasil e Argentina - e aos estoques finais norte-americanos, em especial depois das importações de soja pelos EUA feitas no Brasil. 

Os novos números serão reportados às 14h (Brasília). 

Ademais, o mercado ainda monitora o comportamento demandador da China, que segue comprando 'da mão para a boca', o macrocenário e os sinais cada vez mais claros da nova safra dos Estados Unidos. 

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Clima e demanda chinesa devem definir próximos movimentos da soja, aponta Itaú BBA
Soja fecha em queda pelo terceiro dia consecutivo em Chicago, apesar de novas compras chinesas
Soja mantém perdas em Chicago nesta quarta-feira, mas reduz parte das quedas ao longo da manhã
Soja amplia sequência de perdas em Chicago nesta quarta-feira com avanço da colheita dos EUA
Soja fecha terça-feira em queda em Chicago apesar de nova venda de 612 mil toneladas à China
Soja perde ganhos da manhã e oscila próxima da estabilidade em Chicago nesta terça-feira