Soja sobe levemente na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira, acompanhando altas entre os derivados

Publicado em 23/12/2024 08:48
Quem lidera o movimento de alta é o óleo, com mais de 1% de avanço neste começo de semana

O complexo soja inicia a semana operando em campo positivo na Bolsa de Chicago, com as altas sendo lideradas pelo óleo de soja. Na manhã desta segunda-feira (23), os futuros do derivado subiam mais de 1,3%, dando suporte aos pequenos ganhos do grão que variavam de 2,25 a 2,50 pontos, por volta de 8h30 (horário de Brasília). Asism, o janeiro tinha US$ 9,76 e o maio, US$ 9,90 por bushel. O julho retomava os US$ 10,00 por bushel. 

Os preços do farelo de soja também trabalhavam do lado positivo da tabela, com altas de quase 0,5% e eram mais um ponto de sustentação às cotações da soja na CBOT. E parte dos ganhos do farelo continuavam a refletir as preocupações com a intensificação do La Niña e os primeiros impactos que a Argentina já começava a sentir. 

"O La Niña está ganhando força. Os próximos 15 dias deverão ser de clima quente e seco na Argentina e sul do Rio Grande do Sul. O milho na Argentina vai começar a a sofrer. A Bosla de Cereales já reduziu as condições de lavouras em excelentes condições de 52% para 37% e, provavelmente, vai continuar piorando. A soja pode começar a sofrer também, se bem que ainda é cedo e o NOAA está mostrando que o La Niña deve perder força, mas vinha mostrando essa mudança desde novembro e nada ainda", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities. 

Veja como fechou o mercado na última semana:

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja se alinha antes do novo USDA e opera com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira
Produtor de MT vendeu quase metade da safra de soja, aponta Imea
Soja fecha em queda na Bolsa de Chicago, dólar perde os R$ 5,20 e preços sentem no Brasil
USDA informa venda de mais de 260 mil t de soja para a China
AgRural: Com colheita de soja em 16% no Brasil, RS segue como maior preocupação
Soja/Cepea: Cotações se estabilizam neste começo de mês