Farelo cede mais de 1% em Chicago e soja em grão acompanha baixas na tarde desta 2ª feira (26)
Os preços da soja inverteram o sinal e passaram a operar no vermelho na Bolsa de Chicago. Por volta de 14h (horário de Brasília), as cotações recuavam de 3,25 a 3,75 pontos, devolvendo o que subiram mais cedo. Assim, o março tinha US$ 10,64 e o maio, US$ 10,76 por bushel.
O mercado do grão acompanha as perdas que foram assumidas pelo farelo de soja, as quais passavam de 1,5% nas posições mais negociadas, levando o março a US$ 295,20 por tonelada. Segundo a equipe de análises da Agrinvest Commodities, as previsões indicando uma melhora do clima na Argentina, com chuvas melhores sendo previstas para o período dos próximos 11 a 15 dias.
"No ano passado, foi a mesma história. Clima seco e quente em janeiro e mais favorável em fevereiro O resultado foi safra cheia de milho e soja", explica a consultoria.
Além disso, o mercado do farelo vem reajustando suas posições depois de alguns ganhos da semana anterior, o que dá espaço a alguma realização de lucros, portanto, neste início de semana.
O mercado começa a semana ainda se ajustando, alinhando algumas posições depois das baixas mais recentes, de olho na demanda pela soja americana - que esteve bastante agressiva nas últimas semanas -, mas atento ainda à entrada da nova safra do Brasil, que se intensifica com o avanço da colheita em todo país.
O dólar em queda também é um ponto de atenção, bem como tudo o que movimenta o macrocenário agora, como por exemplo o ouro quebrando um novo recorde e superando os US$ 5000,00 por onça nesta segunda.
O movimento do câmbio, no entanto, volta a preocupar para o produtor brasileiro, já que a queda do dólar frente ao real nesta segunda-feira se une às baixas dos futuros na Bolsa de Chicago, refletindo em preços menores no mercado nacional.