Apesar de aumento de área estimado nos EUA, soja fecha 3ª feira com altas de dois dígitos em Chicago
O Prospective Plantings, relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que trouxe as primeiras projeções de área de plantio da safra 2026/27 do país, e confirmou as expectativas de um aumento de área dedicada à soja na próxima temporada. O número ficou dentro do intervalo que vinha sendo esperado pelo mercado, ainda assim, os preços da soja fecharam o pregão desta terça-feira (31) com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago.
Os principais vencimentos concluíram o dia subindo entre 10,25 e 13,75 pontos nos contratos mais negociados, levando o maio a US$ 11,70 e o julho com US$ 11,85 por bushel. "O aumento da área 2026/27 foi insuficiente. Se a China comprar 25 milhões de toneladas e o esmagamento americano aumentar entre 2 e 3 milhões de toneladas, os estoques americanos ficarão mais apertados", afirma a equipe de análises da Agrinvest Commodities.
Ainda segundo a consultoria, a área ainda pode ser maior com o cultivo da oleaginosa, porém, os preços terão que fazer as vezes. "O papel do preço é agora incentivar um aumento maior. Para que o produtor aumente a área de soja, a relação soja-milho - que hoje etsá em 2,4 - precisa subir".
A área de soja foi revisada de 32,87 parea 34,28 milhões de hectares. O número ficou ligeiramente abaixo da média das expectativas do mercado, de 34,62 milhões, mas dentro do intervalo esperado de 35,01 a 34,10 milhões de hectares.
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Além dos números do USDA, o mercado do grão em Chicago esteve atento também ao comportamento dos derivados, com farelo e óleo de soja fechando o dia em campo positivo nesta terça-feira. Mais uma vez, quem liderou o avanço foi o óleo, que encerra os negócios com mais de 0,5% de alta, apesar da perda de força do petróleo, que vai fechando o dia em queda, tanto no brent, quanto no WTI.
Mais um fator de estímulo para as cotações da soja em Chicago nesta terça-feira foi também o dólar com forte baixa frente ao real. Até a conclusão desta notícia, a moeda americana perdia mais de 1% voltava aos R$ 5,19.
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Assim, boa parte dos ganhos registrados na Bolsa de Chicago foi neutralizada pela baixa do dólar e os preços vão concluindo o dia com estabilidade, sem muita alteração. Assim, os negócios também seguem caminhando com um movimento ainda mais contido, porém, melhor do que o observado nas últimas semanas.