Soja segue caindo em Chicago e Brandalizze vê tendência de novas desvalorizações pela frente
Os preços internacionais da soja futura seguem operando no campo negativo da Bolsa de Chicago (CBOT), registrando recuos por volta das 13h17 (horário de Brasília).
O vencimento maio/26 era cotado a US$ 11,63 com desvalorização de 7,75 pontos, o julho/26 valia US$ 11,79 com perda de 6,75 pontos, o agosto/26 era negociado por US$ 11,76 com baixa de 7,25 pontos e o setembro/26 tinha valor de US$ 11,53 com queda de 4,75 pontos.
Segundo análise de Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, a CBOT demonstra tendência negativa para as cotações da soja daqui em diante.
“A pressão da guerra vai perder força e automaticamente a pressão do dólar no mercado internacional dá uma acomodada. Além disso, enquanto não tiver uma negociação efetiva entre China e Estados Unidos, que está marcada para meados de maio, o mercado vai começar a olhar o clima para a safra norte-americana e a colheita brasileira bem evoluída", aponta.
“A grande questão é que a colheita está em 85% no Brasil e ainda tem metade da safra para ser negociada. Isso dá um volume gigantesco ainda de soja livre, quase 90 milhões de toneladas estão na mão do produtor para serem negociadas e isso pesa no mercado. O comprador sabe disso, grande parte dessa soja precisa ter fluxo para o mercado de portos, mesmo que os vendedores não estejam aparecendo para o mercado de prêmios ainda”, acrescenta Brandalizze.