Segregar farelo de soja para atender norma ambiental da UE vai encarecer produto, diz Abiove

Publicado em 06/05/2026 11:56

 

SÃO PAULO, 6 Mai (Reuters) - As empresas de soja que atuam no Brasil estão se esforçando para cumprir a lei antidesmatamento da União Europeia, que deve entrar em vigor ao final do ano para grandes companhias, mas segregar o farelo de soja como alternativa para atender a norma vai elevar custos e encarecer o produto, disse nesta quarta-feira o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan.

A UE é uma das principais compradoras de farelo de soja do Brasil.

"Não faz sentido ver o continente europeu encarecendo alimentos e biocombustíveis quando é um continente que depende de importações", afirmou ele.

As exigências da UE vão "contra toda uma eficiência logística" na originação, enquanto o fornecimento atual já é feito com documentação suficiente para atender questões ambientais.

"Cria-se um processo extremamente complexo e que no fundo é desnecessário", disse ele, durante evento em São Paulo promovido pela Argus.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

Fonte: Reuters

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