Soja segue recuando em Chicago nesta 6ª com expectativas frustradas sobre a China
O mercado da soja na Bolsa de Chicago estende as baixas da sessão anterior e, embora de forma mais contida, volta a recuar na manhã desta sexta-feira (15). Perto de 7h10 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 5,50 e 6,25 pontos, levando o julho a US$ 11,84 e o setembro a US$ 11,69 por bushel.
Os futuros continuam se ajustando e realizando lucros após a intensa trajetória de alta que fizeram baseados nos efeitos da guerra, da geopolítica tensionada e das expectativas de que a China poderia anunciar, na reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, novas compras de soja nos EUA. O que não aconteceu.
Ontem, os preços despencaram mais de 30 pontos com a sinalização de que as compras da nação asiática continuarão nos volumes já alinhados pelos dois países. "A demanda da China por soja está resolvida", disse o Secretário do Tesouro americano, Scot Bessent.
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Os futuros do farelo de soja também recuam, bem como milho e trigo, também dando continuidade das perdas da sessão anterior. Já o óleo de soja volta a subir nesta sexta, acompanhando o petróleo, que volta a registrar altas de mais de 3% na manhã de hoje.
Fundamentos, fatores técnicos e externos da geopolítica continuam se misturando e pesando diretamente não só sobre a soja, mas ainda sobre todas as commodities agrícolas.