Soja despenca mais de 20 pts em Chicago e volta aos US$ 11,30 com clima nos EUA e atenta ao Oriente Médio
Os preços da soja despencam mais de 20 pontos na Bolsa de Chicago no final desta manhã de quinta-feira (4), dando sequência às perdas dos últimos dias, renovando suas mínimas e levando o contrato julho de volta aos US$ 11,30 por bushel. Por volta de 11h40 (horário de Brasília), as cotações recuavam de 21,50 a 23,50 pontos, e o agosto tinha US$ 11,34.
Os futuros do grão acompanhavam perdas de mais de 2% que vinham sendo observadas entre as cotações do farelo e do óleo de soja na CBOT, além da despencada também do milho e de baixas no trigo.
O dia é de perdas generalizadas e agressivas para as commodities agrícolas nas bolsas internacionais, as quais seguem refletindo o quadro geopolítico - em especial a atual situação de indefinição no Oriente Médio e o cessar-fogo no Líbano - e as baixas que se registram no mercado do petróleo.
"Os preços da soja ampliaram as quedas, acompanhando a retração do óleo de soja e a queda acentuada do petróleo, em meio a notícias de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, que aumentaram as esperanças de um acordo mais amplo para encerrar a guerra entre EUA e Israel com o Irã, o que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz", traz o portal norte-americano FramProgress.
Além disso, os preços continuam refletindo as boas perspectivas sobre a nova safra dos Estados Unidos e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no país.
As previsões seguem indicando a manutenção de um cenário adequado para a conclusão do plantio e o avanço da temporada, e se combinam com a pressão que a geopolítica ainda exerce sobre as commodities agrícolas.
Além disso, os traders também ajustam suas posições à espera da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e dos novos dados de área que serão revisados e apresentados no fim deste mês. A soja deve trazer a confirmação de uma área maior, como já sinalizado em março e esperado pelo mercado.