Soja opera com estabilidade em Chicago nesta 6ª feira, mas testando os dois lados da tabela
O mercado da soja segue operando com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (12), porém, testando os dois lados da tabela no início da tarde de hoje. Perto de 13h05 (horário de Brasília), enquanto o julho subia 1,25 ponto para valer US$ 11,16, o setembro recuava 0,50 ponto e vinha cotado a US$ 11,19 por bushel.
No mesmo momento, os subprodutos da oleaginosa acompanhavam o ritmo morno e também caminhavam de lado na CBOT, sem força para definir uma tendência clara tanto para o farelo quanto para o óleo de soja.
O mercado ainda opera sob o reflexo dos novos dados trazidos pelo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), somado ao clima favorável para o desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste americano.
O órgão americano optou pela cautela e manteve a projeção da safra dos EUA para o ciclo 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas, o que evitou movimentos de forte volatilidade, mas chancelou a perspectiva de uma oferta robusta. Os estoques finais foram mantidos em 8,44 milhões de toneladas.
O avanço rápido do plantio norte-americano - que já ultrapassou os 87% - e as chuvas regulares nas principais regiões produtoras reforçam o potencial produtivo da nova safra, pesando sobre os preços. Todavia, analistas e consultores reforçam a necessidade constante de monitoramento no Corn Belt.
Os futuros também passam por ajustes técnicos típicos de final de semana, com fundos de investimento recompondo posições, somados a relatos pontuais de tempestades severas no Meio-Oeste dos EUA que podem acender um alerta para as condições das lavouras nos próximos dias.
Com produtores e compradores medindo forças, o mercado doméstico brasileiro segue travado, acompanhando de perto as operações em Chicago e a oscilação do dólar para balizar os preços físicos nas praças nacionais.