Soja amplia perdas em Chicago com petróleo em queda e clima favorável nos EUA anulando efeito do USDA

Publicado em 28/07/2026 07:36
Apesar do USDA ter reduzido a classificação das lavouras da oleaginosa, mercado segue pressionado

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem operando em baixa nesta terça-feira (28), dando continuidade ao movimento de realização de lucros iniciado na sessão anterior. O mercado volta a ser pressionado pelo recuo do petróleo, pela fraqueza do complexo de óleos vegetais e por previsões de clima favorável para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, embora ontem o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tenha trazido ma redução no índice de lavouras em boas ou excelentes condições no país. 

O número caiu de 66% para 63% em uma semana e, para alguns analistas, a informação poderia dar um fôlego às cotações na CBOT, o que ainda não aconteceu.

Por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 3,25 a 4,75 pontos nos principais contratos, levando o agosto a US$ 12,05, o novembro a US$ 12,09 e o janeiro/27 a US$ 12,22 por bushel. Os futuros do óleo e do farelo de soja também registravam mais um pregão negativo, bem como o trigo. O milho trabalhava com leves ganhos.

O principal fator de pressão continua vindo do mercado de energia. A contínua queda do petróleo segue pesando sobre o complexo, ampliando também o apetite por vendas de posições por parte dos fundos investidores. 

Além disso, os mapas meteorológicos seguem indicando condições predominantemente favoráveis para o Meio-Oeste americano, com previsão de chuvas regulares. As temperaturas, todavia, deverão seguir elevadas e acima da média em todo o território norte-americano nos primeiros dias de agosto. 

Apesar de o USDA ter apontado uma leve queda nas condições das lavouras em seu relatório semanal, o mercado entende que o potencial produtivo da safra permanece elevado.

Do lado da demanda, as notícias seguem oferecendo algum suporte aos preços. As vendas externas dos Estados Unidos continuam mostrando bom ritmo, especialmente para a China. 

No Brasil, o comportamento de Chicago permanece no radar dos agentes, mas a formação dos preços também continua dependendo da movimentação do dólar frente ao real e dos prêmios nos portos. A volatilidade no mercado internacional deverá seguir elevada ao longo da semana, à medida que os investidores acompanham novas previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano e ajustam suas posições após os expressivos ganhos registrados nos últimos dias.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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