Soja ensaia reação e opera com leves altas em Chicago nesta 4ª feira após realização de lucros
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com leves valorizações na manhã desta quarta-feira (22), ensaiando um movimento de recuperação em relação às perdas observadas na sessão anterior. O mercado busca suporte técnico enquanto monitora atentamente as previsões meteorológicas para o Cinturão Agrícola dos Estados Unidos e as movimentações da demanda global, em especial por parte da China.
Os ganhos são tímidos neste início de dia, variando de 2 a 4 pontos nas posições mais negociadas, levando o agosto a US$ 12,23 e o novembro a US$ 12,24 por bushel. O janeiro/27 já tinha US$ 12,39 por bushel nesta quarta-feira, com as cotações testando seus mais elevados patamares em dois meses na CBOT.
O principal direcionador para as cotações na CBOT continua sendo a evolução das lavouras norte-americanas, que se encontram em pleno desenvolvimento vegetativo e fase crítica de enchimento de grãos. Embora parte das áreas produtoras tenha recebido chuvas benéficas nos últimos dias — o que pressionou as cotações na terça-feira —, investidores mantêm certa cautela diante de bolsas de calor residual e da volatilidade típica do verão no Hemisfério Norte.
Paralelamente, os derivados da oleaginosa também dão suporte ao grão. O farelo de soja mantém sustentação em Chicago, impulsionado pelos fortes números de esmagamento nos EUA divulgados recentemente, além de uma firme demanda no setor produtivo. O derivado subia 0,4% na manhã desta quarta-feira, para ser cotado a US$ 328,50 por tonelada curta.
O óleo de soja, por sua vez, recuava cerca de 0,3% - para 71,39 cents de dólar por libra-peso - apesar de novas altas registradas pelo petróleo hoje. A guerra no Oriente Médio continua, caminha para marcar seu quinto mês e, mais uma vez, estressa os mercados todos mundo a fora. Encarece custos de produção, traz mais aversão ao risco e mantém o estreito de Ormuz - e outras rotas marítimas importantes - ameaçado.
O mercado também acompanha de perto o ritmo de compras chinesas, o desempenho do dólar no cenário internacional e o reflexo nos prêmios de exportação nos portos brasileiros, que seguem sustentados mesmo diante das oscilações em Chicago.