Soja fecha com leves baixas em Chicago nesta 6ª, mas com semana firme no Brasil

Publicado em 07/08/2026 17:05
Disponível nos portos ainda ronda dos R$ 150/sc e sinaliza oportunidades

Antes de um fim de semana carregado de expectativas em relação ao clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos e à continuidade da demanda chinesa, o mercado da soja encerrou o pregão desta sexta-feira (7) de lado na Bolsa de Chicago, testando apenas leves baixas nas posições mais negociadas. As perdas foram de 0,75  a 1,50 ponto, com o novembro cotado a US$ 11,76 e o janeiro a US$ 11,91 por bushel. 

Depois da volatilidade registrada ao longo da semana, os futuros passaram a consolidar os preços, em um movimento de ajuste técnico, refletindo um equilíbrio momentâneo entre fatores de suporte e de pressão, mas também esperando pelo novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima semana.

O foco do novo boletim deverá estar, principalmente, sobre os dados de área, produtividade e exportação. 

Paralelamente, as recentes compras chinesas de soja norte-americana melhoraram a percepção sobre a demanda internacional nos EUA. Somente nesta semana, a nação asiática comprou quase um milhão de toneladas de sojanorte-americana, buscando caminhar para o cumprimento do acordo firmado entre os dois países de 20 a 25 milhões de toneladas de soja negociadas até o final de 2026. 

"Na segunda metade da semana, o sentimento dos investidores melhorou após o relatório semanal de vendas para exportação do USDA indicar uma demanda consistente por grãos norteamericanos. O mercado também reagiu conforme se confirmaram os rumores de compras chinesas de soja, enquanto a persistência das altas temperaturas na Europa reforçou preocupações com o potencial produtivo das lavouras do bloco, alimentando expectativas de uma demanda mais ativa ao longo do ano comercial atual", informou o Grupo Labhoro em seu boletim de mercado. 

No complexo soja, o óleo voltou a registrar ganhos, impulsionado pelas expectativas em torno da demanda por biocombustíveis, enquanto o farelo recuou, refletindo ajustes técnicos e perspectivas confortáveis de oferta. Esse comportamento misto também contribuiu para que os contratos do grão permanecessem próximos da estabilidade.

MERCADO BRASILEIRO UM POUCO MAIS LENTO

No Brasil, a lateralização em Chicago contribuiu para o ritmo mais lento dos negócios no mercado físico também. Sem um direcionador mais forte vindo de Chicago, a formação dos preços domésticos focou na movimentação do dólar e dos prêmios de exportação, os quais permanecem ainda bastante fortalecidos no disponível.

Assim, os preços seguem próximos dos R$ 150,00 por saca, ainda sinalizando oportunidades importantes de negócios.

Nos portos, as indicações seguem relativamente firmes, suportadas também pelo bom ritmo das exportações, enquanto no interior o produtor permanece retraído nas vendas, apostando em preços mais elevados para avançar com novos negócios. Essa postura reduz a liquidez e mantém as negociações pontuais em boa parte das regiões produtoras. Somente em julho, o Brasil exportou 13,4 milhões de toneladas da oleaginosa. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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