Negócios com a soja no Brasil voltam a acontecer neste início de semana com preços nos portos testando os R$ 150/sc
Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago avançaram nesta segunda-feira (10), dando continuidade ao movimento de recuperação observado no mercado internacional e oferecendo suporte também às referências no mercado brasileiro. No Brasil, além da valorização dos futuros em Chicago, a alta do dólar e a sustentação dos prêmios de exportação contribuíram para melhorar as condições de formação dos preços e dar mais firmeza às negociações.
E assim, o mercado brasileiro segue com negócios sendo realizados, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. No mercado de porto, os preços têm variado de R$ 146,00 a mais de R$ 150,00 por saca, a depender dos prazos de entrega e pagamento. "Os prêmios estão bem fortes e o dólar também na linha positiva, então o ambiente já é mais favorável. Na média, os preços estiveram de R$ 1,00 a R$ 1,50 mais altos do que os da sexta-feira", relata.
Ainda como explicou Brandalizze, os atuais níveis estão próximos dos melhores níveis do ano, então há negócios. E muitos produtores precisam agora fazer caixa - inclusive para custear o restante da safra 2026/27 - e avançam nos negócios diante deste quadro.
De acordo com o levantamento da Brandalizze Consulting, a soja 2026 com entrega entre outubro e novembro e pagamento em janeiro em Rio Grande, o valor chega a R$ 151,50, e se o pagamento for em 25 de maio, chega a R$ 157,00 por saca. Para a soja 2027, os indicativos variam de R$ 138,50 a R$ 144,000, também a depender dos prazos de pagamento e entrega.
ALTAS DO COMPLEXO SOJA
Em Chicago, os contratos da oleaginosa encontraram espaço para novas altas em um ambiente ainda marcado pelo acompanhamento das condições das lavouras norte-americanas, das previsões climáticas para o Meio-Oeste e do comportamento do complexo de soja. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, enquanto os agentes ajustam suas posições diante das perspectivas para a oferta e da demanda internacional.
O óleo subiu forte na CBOT nesta segunda-feira, com novas e fortes altas do petróleo nas bolsas internacionais. Os futuros do derivado terminaram o dia com mais de 1,5% de ganho, enquanto o farelo caiu 0,5% e acabou limitando os ganhos na CBOT.
Ademais, o mercado internacional vai se alinhando antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta semana.
"O mercado segue em compasso de espera pelo relatório WASDE, que será divulgado na quarta-feira, às 13h (horário de Brasília) com atenção especial às estimativas de área plantada e colhida nos Estados Unidos. Os elevados custos de fertilizantes e as margens mais apertadas podem ter influenciado as decisões de plantio", afirma o time de análises do Grupo Labhoro.