Soja segue recuando em Chicago nesta 2ª, mas ameniza perdas com demanda presente

Publicado em 31/08/2026 13:22
USDA anuncia nova venda de 159 mil t para destinos não revelados

O mercado da soja segue trabalhando com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta tarde de segunda-feira (31), perdendo de 1,25 a 5 pontos nos principais vencimentos, por volta de 12h50 (horário de Brasília), levando o novembro a US$ 12,83, o março a US$ 13,04 e o maio a US$ 13,09 por bushel. 

Os futuros da oleaginosa ainda recuavam, porém, amenizando as perdas registradas mais cedo, mesmo com baixas mais agressivas entre os preços do óleo e do farelo - que perdem mais de 1% - e do trigo - de mais de 3% - com foco ainda sobre o clima nos EUA, a incerteza sobre o tamanho da safra 2026/27, e a demanda pela oleaginosa norte-americana. 

Nesta segunda-feira, mais uma venda de soja foi anunciada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de 159 mil toneladas, sendo todo volume da safra 2026/27, para destinos não revelados. 

Do lado da demanda, os traders continuam acompanhando de perto a possibilidade de novas compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos. Analistas estimam que a China já tenha garantido entre 11 milhões e 11,5 milhões de toneladas de soja norte-americana até o final de agosto. O movimento reforça as expectativas de que o país asiático possa ampliar a presença no mercado dos EUA, principalmente diante dos compromissos comerciais firmados entre Washington e Pequim.

Além disso, problemas climáticos registrados em regiões produtoras da própria China também estão no radar. O país enfrenta episódios de calor intenso e enchentes que ameaçam a qualidade e o rendimento de algumas culturas, cenário que pode contribuir para uma demanda mais firme por produtos agrícolas importados.

No cenário internacional, a continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia mantém as preocupações com o fluxo de grãos pelo Mar Negro. Um ataque russo com drones neste fim de semana atingiu um armazém na região de Kiev, deixando dezenas de mortos e feridos e provocando danos à infraestrutura local. O episódio reforça a percepção de risco sobre a logística agrícola da região.

A possibilidade de novos obstáculos ao escoamento de grãos do Mar Negro pode levar importadores a buscar maior participação de fornecedores dos Estados Unidos e da América do Sul, oferecendo suporte adicional às commodities negociadas em Chicago.

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado brasileiro da soja começa semana com preços estáveis e negócios ainda acontecendo
Soja 26/27: retração na expansão de área indica um teto para o crescimento?
Soja segue recuando em Chicago nesta 2ª, mas ameniza perdas com demanda presente
Soja recua levemente em Chicago nesta 2ª feira, mas clima nos EUA e demanda ainda dão suporte
Soja/Cepea: Demanda firme e incertezas sobre a safra 2026/27 elevam preços
Soja fecha semana acima dos US$ 13 em Chicago, aumentando margens para 26/27 no BR e consolidando novo ciclo de alta