Soja ameniza baixas em Chicago nesta 4ª feira e mantém suporte na demanda forte nos EUA
O mercado da soja amenizou as baixas e passou a operar em campo misto no começo da tarde desta quarta-feira (2) na Bolsa de Chicago, depois de começar o dia com perdas de dois dígitos nos principais vencimentos. Perto de 13h30 (horário de Brasília), o novembro perdia 0,25 ponto para US$ 13,17, enquanto o março subia 0,50 e valia US$ 13,37 por bushel. O maio já superava os US$ 13,40 e também operava em campo positivo.
Mais uma vez, os futuros da oleaginosa têm boa sustentação com notícias vindas da demanda, já que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou, nesta terça, mais uma venda de 202 mil toneladas de soja para a China, sendo todo o volume da safra 2026/27.
A nação asiática permanece muito presente no mercado norte-americano, com duas compras anunciadas já nesta semana, e focando no voluem alinhado com os EUA de 25 milhões de toneladas compradas até o final do ano. No entanto, os clientes 'além China' da soja norte-americana também têm sido muito ativos nas últimas semanas, o que ajuda a dar força ao programa de exportação dos EUA, a sustentar os ganhos em Chicago e o que poderia levar o USDA a revisar para cima s estimativas de demanda em seu próximo reporte mensal.
Na outra ponta, o mercado também registra um movimento técnico de ajustes, depois de ter subido quase 30 pontos no pregão anterior. Além disso, as perdas do farelo e, principalmente, do óleo de soja - de mais de 1% - também limita o fôlego da soja na CBOT nesta quarta.
No mercado brasileiro, os preços também exibem indicadores ligeiramente menores hoje, uma vez que o dólar perde cerca de 1%, volta aos R$ 5,10, e tira um pouco de força das cotações, ao lado da lateralização das cotações em Chicago. Ainda assim, os preços são interessantes, já que são patamares acima de US$ 13,00 por bushel, combinados a prêmios ainda fortalecidos - em especial os da safra velha.