Soja reduz perdas em Chicago nesta 3ª feira com farelo subindo mais de 1%; mercado segue de olho na China

Publicado em 22/09/2026 13:23
Oleaginosa volta a trabalhar perto da estabilidade depois de cair mais de 7 pontos pela manhã

O mercado da soja reduziu o ritmo na Bolsa de Chicago e passou a operar com estabilidade na Bolsa de Chicago no início da tarde desta terça-feira (22). Os preços da oleaginosa reduziram e passaram a testar leves ganhos, por volta de 13h30 (horário de Brasília), levando o contrato novembro a US$ 13,30 e o maio a US$ 13,58 por bushel. Os ganhos nos principais vencimentos variavam de 0,75 a 2,50 pontos. 

A recuperação acontece apesar da manutenção de um ambiente negativo entre os demais grãos. No mesmo momento, o milho dezembro recuava 0,4%, enquanto o trigo perdia 0,7%. Pela manhã, o movimento havia sido mais intenso, em uma realização generalizada dos ganhos registrados na segunda-feira — o chamado Turnaround Tuesday.

FARELO DÁ SUPORTE, ÓLEO PESA

Entre os derivados da soja, o comportamento é bastante divergente nesta tarde, mais uma vez. O farelo dezembro avançava 1,28%, para US$ 373,10 por tonelada curta, enquanto o óleo dezembro perdia 1%, negociado a 68,16 cents por libra-peso.

O farelo continua encontrando suporte em um mercado físico americano mais apertado. A ADM Investor Services destaca, às agências internacionais de notícias, que a disponibilidade segue restrita em partes do oeste do cinturão produtor, enquanto os esmagadores precisam manter ritmo elevado de processamento para atender também à forte demanda de exportação pelos portos do Noroeste do Pacífico. O mercado vem de uma volatilidade importante depois de o contrato dezembro ter atingido, na semana passada, o maior nível em quase três anos.

Já o óleo trabalha na direção contrária e limita parte da força do complexo, sentindo a pressão do petróleo, embora esta também tenha sido diminuída.

O outro grande ponto de sustentação continua sendo a demanda. O mercado evita ampliar as vendas a apenas dois dias do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira (24), em Washington.

Uma das expectativas do setor é de que Pequim possa retirar a tarifa de 10% ainda incidente sobre a soja norte-americana, movimento que poderia estimular maior participação dos compradores privados chineses.

A China já retomou compras importantes nos Estados Unidos nas últimas semanas. Só nos anúncios acompanhados pelo USDA desde o início de setembro aparecem negócios de 202 mil, 192 mil, 272 mil e, mais recentemente, 111 mil toneladas de soja norte-americana para o mercado chinês na temporada 2026/27.

Ao mesmo tempo, a pressão sazonal da colheita americana continua presente e impede uma recuperação mais consistente. Assim, Chicago chega ao meio da sessão equilibrando entrada da nova safra, demanda chinesa e expectativa pelo encontro Trump-Xi, enquanto o comportamento divergente entre farelo e óleo ajuda a determinar o ritmo da soja em grão.

Fonte: Notícias Agrícolas

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