Soja: Exportações recuam nos EUA e preços amargam mais um dia de perdas

Publicado em 20/10/2011 12:48
Depois de encerrar o pregão noturno em baixa, os preços da soja seguem recuando na sessão regula desta quinta-feira na Bolsa de Chicago. Por volta das 13h44 (horário de Brasília), os contratos mais próximos operavam com uma queda de cerca de 8 pontos.

Entre os principais fatores de pressão negativa para o mercado estão o bom andamento da safra na América do Sul, a preocupação com um possível desaquecimento da demanda, a valorização do dólar index e ainda as preocupações com o mercado financeiro.

Sobre a safra sulamericana, a previsão de agências internacionais é de clima favorável para o Brasil e para a Argentina, o qual poderia, até mesmo, promover um aumento da produtividade.

Segundo uma previsão da agência Telvent DTN, o Brasil deverá ter de três a cinco dias de clima seco que devem favorecer a semeadura no país.

Na Argentina, os campos contarão com chuvas de leves a moderadas até o dia 24 de outubro, condições também positivas para esse processo.

Já essa redução da demanda foi confirmada pelo relatório semanal de registro de exportações que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou hoje.

Enquanto o mercado espera a venda de algo entre 700 mil a 1,2 milhão de toneladas de soja, o volume exportado foi de apenas 594,7 mil toneladas. Segundo analistas, o boletim só não foi mais negativo por conta dos dados melhores referentes ao farelo de soja.

Mercado financeiro - Além desses fatores, o mercado financeiro incerto segue assombrando os negócios entre as commodities, principalmente as agrícolas.

A falta de definição sobre fundos de resgate para a Grécia e demais economias da Zona do Euro é a principal preocupação dos participantes do mercado. A expectativa agora volta-se para o que será anunciado após a reunião do G-20 que acontece no próximo domingo, dia 23.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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