Açúcar cai pela terceira sessão seguida nesta 6ª em NY e Londres

Publicado em 30/04/2021 12:14
Mercado tem queda com movimento de realização de lucros e acompanha cenário positivo da safra em algumas origens

​As cotações futuras do açúcar operam em queda pela terceira sessão consecutiva nas bolsas de Nova York e Londres nesta tarde de sexta-feira (30). Novamente, as perdas são motivadas por realização de lucros e expectativa de safra positiva em algumas origens.

Por volta das 12h05 (horário de Brasília), o açúcar bruto caía 0,65%, cotado a US$ 16,82 c/lb na Bolsa de Nova York. Enquanto o tipo branco em Londres registrava desvalorização de 1,39%, a US$ 446,90 a tonelada.

Depois de se aproximar dos US$ 18 c/lb no início da semana na Bolsa de Nova York com ação dos fundos e foco no Brasil, o mercado do açúcar passou a cair nos últimos dias em movimento de realização de lucros que já era esperado pelos analistas. Além disso, há acompanhamento da safra.

Apesar da contínua preocupação com a produção brasileira, com seca história em algumas áreas de São Paulo, o Commerzbank destacou que há perspectivas de melhora na oferta nos principais produtores da União Europeia, além de Índia e Tailândia.

“Acho que tem pouco de fundamento nesse momento. É fato que a gente tem uma seca, é fato que a gente tem uma série de fatores que podem dar sustentação ao mercado, principalmente a falta de chuvas no Centro-Sul, e uma produção já tida menor pra esse ano de cana”, disse ao Notícias Agrícolas Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting.

O analista pontua que o mercado parece já ter precificado uma queda na produção brasileira, o que não justificaria novas disparadas de preços diante desse fundamento. Além disso, também há o acompanhamento por parte dos operadores para o atraso da moagem pelas usinas neste início de trabalhos da temporada 2021/22.

Também há repercussão do mercado para as oscilações do financeiro. Os petróleos WTI e Brent recuam nesta sessão de sexta-feira, mas seguem acima dos US$ 60 o barril. Além disso, o dia é de valorização do dólar sobre o real, fator que encoraja as exportações, mas que pesa sobre os preços externos.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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