Açúcar recua mais de 1% nesta tarde de 6ª feira com pressão do financeiro

Publicado em 29/10/2021 12:05
Principal vencimento em Nova York ainda se sustenta acima do patamar de US$ 19 c/lb

Os contratos futuros do açúcar operam com perdas expressivas nesta tarde de sexta-feira (29) nas bolsas de Nova York e Londres. O dia é marcado por forte pressão do financeiro e expectativas com a próxima safra do Brasil.

Por volta das 12h (horário de Brasília), o açúcar bruto tinha baixa de 1,73%, negociado a US$ 19,28 c/lb na Bolsa de Nova York. Enquanto que em Londres, o tipo branco registrava desvalorização de 1,30%, a US$ 508,90 a tonelada.

O petróleo perde forças no cenário internacional nesta tarde à medida em que as preocupações com a oferta global diminuem, segundo a agência de notícias Reuters. O óleo impacta na decisão do mix das usinas.

Um óleo mais baixo impacta nos preços da gasolina, também refletindo na demanda por etanol. Dessa forma, as usinas tendem a maximizar a produção do adoçante ao invés do biocombustível, elevando a oferta disponível no mercado.

Além disso, as oscilações do dólar sobre o real também impactavam no mercado do adoçante.

Nos fundamentos, há otimismo com a safra 2022/23 em meio condições climáticas mais favoráveis. A consultoria Datagro espera a moagem de cana na nova temporada do Centro-Sul entre 530 e 565 milhões de toneladas, sobre 518,6 milhões de t em 2021/22.

A safra atual foi fortemente impactada pelas condições climáticas adversas.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Primeira semana de fevereiro tem média diária de exportação de açúcar 67,1% superior à de 2025
Açúcar fecha em alta nesta 2ª feira em NY e Londres com influência do dólar
Açúcar ensaia recuperação em NY e milho domina 90% da produção de etanol na entressafra
Açúcar encerra semana em baixa com perspectiva de excesso global de oferta
Vendas no Centro-Sul atingem 1,33 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de janeiro
Exportações de açúcar fecham janeiro com queda de 27,2% no faturamento frente a 2025