Açúcar recua na Bolsa de NY nesta tarde de 3ª, mas segue em alta em Londres

Publicado em 22/03/2022 12:33
Queda do petróleo contribui para perdas, além de posicionamento de importação anunciado no BR

Os futuros do açúcar tinham perdas leves na Bolsa de Nova York nesta tarde de terça-feira (22), mas seguiam em alta em Londres. O mercado acompanha as oscilações do petróleo, além de decisão sobre isenção de importação no Brasil.

Por volta das 12h30 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha desvalorização de 0,41% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 19,20 c/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco subia 0,27%, negociado a US$ 550,90 a tonelada.

Os preços do petróleo recuavam cerca de 1% nas bolsas nesta tarde de terça-feira e contribuíam para as perdas do adoçante nos terminais externos. Além disso, o mercado sente pressão de um movimento de realização de lucros, após avanço na véspera.

O mercado também monitora a decisão do Ministério da Economia de isentar importações de alguns produtos, entre eles etanol e açúcar.

A decisão será válida até o final deste ano. O secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, disse para a Reuters que a medida poderá reduzir em 20 centavos o preço do litro da gasolina na bomba, que tem tido suporte do petróleo.

“A medida pode prejudicar muito o setor, já que abrange açúcar e etanol. A decisão vem em um momento de início de safra, com tendência de maior produção de etanol hidratado, altos estoques, e agora importação incentivada”, explicou Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado.

Nos fundamentos, segue pressão com o acompanhamento da safra mais positiva nas origens produtoras do adoçante, como o Centro-Sul do Brasil, além da Ásia, que está em colheita nesse momento com registro de alta produtividade.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar reage nas bolsas após projeção de déficit global saltar para 6,3 milhões de toneladas
Conferência Internacional DATAGRO reúne líderes do setor para debater futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis
Brasil pode responder por 73% das exportações globais de açúcar bruto e ampliar protagonismo em 2027
Com expectativa de mix mais alcooleiro, moagem da safra de cana 2026-2027 do Norte-Nordeste atinge 16,7% do previsto
Déficit no mercado global de açúcar deve crescer acentuadamente, diz analista
Açúcar/Cepea: Menor oferta e alta externa impulsionam preços do cristal