Seguindo petróleo, açúcar despenca nesta tarde de 6ª e NY vai abaixo de 20 cents/lb

Publicado em 22/04/2022 12:19
Mercado do adoçante também acompanha no dia as melhores expectativas sobre a safra indiana

As cotações futuras do açúcar tinham perdas expressivas nesta tarde de sexta-feira (22) nas bolsas de Nova York e Londres. O dia é marcado pela desvalorização do petróleo no cenário internacional, além de forte desvalorização do dólar.

Por volta das 12h14 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha queda de 2,73% na Bolsa de Nova York, cotado a 19,27 cents/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco tinha desvalorização de 1,74%, a US$ 531,70 a tonelada.

O mercado do açúcar sente pressão da queda de quase 2% nos futuros do petróleo nesta tarde. As oscilações do óleo são decisivas para a definição do mix pelas usinas, que começaram a safra 2022/23 no Centro-Sul do Brasil neste mês.

O óleo recuava pelas perspectivas de crescimento global mais fraco, taxas de juros mais altas e bloqueios em decorrência do Covid-19 na China, prejudicando a demanda.

Além disso, o mercado segue atento para as origens. De um lado, a safra 2021/22 da Índia tem apresentado bons resultados.

As usinas indianas assinaram contratos para exportar até 8 milhões de toneladas de açúcar em 2021/22 sem subsídios do governo, segundo a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA, na sigla em inglês). Apesar disso, a safra 2022/23 deve ser menor.

Para embarques nesse patamar, o país espera produzir neste ciclo 32,9 milhões de t, sobre 29,2 milhões de t no ano passado. A Índia fica apenas atrás do Brasil na produção e exportação do adoçante.

Já no Brasil, positivamente, o mercado olha para o atraso na nova safra do Centro-Sul do Brasil, que começou oficialmente neste mês de abril.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar reage nas bolsas após projeção de déficit global saltar para 6,3 milhões de toneladas
Conferência Internacional DATAGRO reúne líderes do setor para debater futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis
Brasil pode responder por 73% das exportações globais de açúcar bruto e ampliar protagonismo em 2027
Com expectativa de mix mais alcooleiro, moagem da safra de cana 2026-2027 do Norte-Nordeste atinge 16,7% do previsto
Déficit no mercado global de açúcar deve crescer acentuadamente, diz analista
Açúcar/Cepea: Menor oferta e alta externa impulsionam preços do cristal