Açúcar despenca com petróleo nesta 2ª e volta a ficar abaixo de 19 cents/lb

Publicado em 09/05/2022 12:29
Óleo recua cerca de 4% nos terminais externos em meio aos temores com a demanda com isolamentos na China

As cotações futuras do açúcar operavam com perdas de mais de 2% nas bolsas de Nova York e Londres nesta tarde de segunda-feira (09). O mercado sente a pressão do petróleo no dia e do câmbio e já volta a ficar abaixo de 196 cents/lb.

Por volta das 12h25 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha queda de 2,66% na Bolsa de Nova York, cotado a 18,65 cents/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco tinha baixa de 2,13%, a US$ 520,00 a tonelada.

Os preços do petróleo caíam cerca de 4% nesta tarde em meio aos temores com a demanda devido aos constantes isolamentos pela Covid-19 na China, principal importador do óleo. Além disso, há pressão com a disparada do dólar sobre real.

"A extensão total da destruição da demanda chinesa por petróleo ainda não foi sentida", disse à Reuters o analista da PVM Stephen Brennock. As oscilações do óleo são fundamentais para a definição do mix pelas usinas na safra 2022/23.

Além disso, nos fundamentos, o mercado olha com otimismo a safra indiana e tailandesa 2021/22 que deverá ser expressiva, elevando a oferta no mundo do adoçante. A expectativa é que o país asiático exporta recorde de 8 milhões de toneladas.

A safra do Centro-Sul do Brasil também está avançando melhor.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar reage nas bolsas após projeção de déficit global saltar para 6,3 milhões de toneladas
Conferência Internacional DATAGRO reúne líderes do setor para debater futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis
Brasil pode responder por 73% das exportações globais de açúcar bruto e ampliar protagonismo em 2027
Com expectativa de mix mais alcooleiro, moagem da safra de cana 2026-2027 do Norte-Nordeste atinge 16,7% do previsto
Déficit no mercado global de açúcar deve crescer acentuadamente, diz analista
Açúcar/Cepea: Menor oferta e alta externa impulsionam preços do cristal